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Lula cobra 'nova postura' de países ricos contra a fome | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou na reunião da Ação Global contra a Fome e a Pobreza, nesta quarta-feira em Nova York, uma "postura radicalmente nova" e um "engajamento superior" dos países mais ricos em relação ao tema. Mas Lula também disse na reunião, que contou com a participação de 59 chefes de Estado (seis deles de países ricos), que as nações em desenvolvimento também têm de tomar atitudes para que tenham "autoridade moral" para fazer as cobranças. "Os países pobres e as nações em desenvolvimento terão autoridade moral para cobrar dos países ricos se não se omitirem internamente, se fizerem a sua parte, se aplicarem de modo honesto e eficiente seus próprios recursos no combate à fome e à pobreza.” Durante a reunião, realizada na sede da ONU, foi apresentado um relatório com propostas de mecanismos para o financiamento da luta contra a pobreza – entre elas, algumas polêmicas, como a taxação de armas pesadas e de transações financeiras internacionais. Sem debates No entanto, as propostas elaboradas por um grupo técnico formado por representantes de Brasil, Chile, Espanha, França foram apenas apresentadas e não discutidas ou votadas pelos países representados. O mesmo vai acontecer com a declaração final, que será um texto assinado apenas pelos quatro países que lideram o encontro. "Uma declaração assinada por todos os países exigiria uma negociação muito complicada com discussões palavra a palavra, como acontece nestes fóruns internacionais. Esta não era nossa intenção. A discussão continua no ano que vem", disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. As propostas de "mecanismos inovadores de financiamento" serão debatidas - possivelmente até votadas - só no ano que vem, quando a ONU faz uma avaliação das Metas de Desenvolvimento do Milênio, que foram definidas em uma reunião realizada no ano 2000. Discurso Em seu discurso, o presidente Lula louvou as metas como "justas e viáveis", mas advertiu que elas correm o risco de se tornarem "letra morta por falta de vontade política". "Não podemos permitir que isso aconteça. Seria uma frustração tremenda para grande parcela da humanidade, com danos gravíssimos à paz mundial", disse o presidente. O presidente francês, Jacques Chirac, um dos principais parceiros de Lula no projeto, disse que vai propor que o tema entre na pauta da próxima reunião do G-8. Chirac disse que as necessidades de financiamento para combater a pobreza são pequenas se comparadas com o tamanho da economia mundial. O francês admitiu, no entanto que ainda há "algumas divergências técnicas" a respeito das propostas apresentadas no relatório divulgado nesta segunda-feira, mas afirmou que os problemas estão sendo resolvidos. |
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