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Apenas justiça social pode garantir segurança, diz Lula na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, na sede da ONU, em Nova York, que apenas a promoção da justiça social vai garantir a "segurança coletiva" no mundo. "Precisamos globalizar os valores da democracia, do desenvolvimento e da justiça social para dar resposta ao preocupante déficit de governança mundial", disse Lula. "São esses os valores que contribuirão para dar outro sentido à segurança coletiva, reduzindo a ameaça do terrorismo e das armas de destruição em massa." Lula discursou na sessão em que foi apresentado o relatório da Comissão Mundial sobre a Dimensão Social da Globalização. Ainda nesta segunda-feira, o presidente brasileiro recebe outros 59 chefes de Estado ou de governo em reunião pedida pelo Brasil para discutir a Ação Mundial contra a Fome e a Pobreza. Desigualdades Lula disse que a globalização "aumentou a distância entre ricos e pobres, acirrou assimetrias e aprofundou desigualdades".
"A suposta racionalidade desta globalização não satisfaz os interesses das maiorias. Os desafios e dilemas de nossas sociedade planetária exigem soluções integradas e vontade comum", disse o presidente. "Sabemos que o mercado é importante estímulo à produção e à alocação de recursos, mas os mecanismos de mercado não são capazes, por si mesmo, de assegurar o fim das desigualdades e injustiças. Em alguns casos, (os mercados) podem mesmo agravá-las." Lula defendeu o fortalecimento do sistema multilateral das Nações Unidas para responder aos desafios da atualidade. Comércio O presidente também destacou a importância de regras de comércio justas para promover o desenvolvimento e aproveitou para criticar os subsídios à agricultura e barreiras a produtos agrícolas nos países ricos. "Globalização justa significa regimes multilaterais mais eficazes, transparentes e democráticos: regimes que remunerem a maior competitividade dos agricultores, grandes e pequenos, nos países em desenvolvimento ao eliminar as barreiras que restringem o acesso aos mercados dos países ricos." Lula advertiu para o risco de os países em desenvolvimento acabarem prejudicados pelas reformas que estão sendo feitas na economia munidal. "(As reformas) não devem servir de pretexto para a imposição de cláusulas comerciais protecionistas que terminam por prejudicar precisamente aqueles a que se pretende defender." |
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