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Atualizado às: 20 de setembro, 2004 - 09h58 GMT (06h58 Brasília)
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Lula e Kirchner tentam 'aparar arestas' em NY, diz 'La Nación'
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Na Argentina, o La Nación afirma que o encontro desta segunda-feira entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner em Nova York terá o objetivo de “aparar as arestas” surgidas recentemente entre Brasil e Argentina.

Eles estão nos Estados Unidos para participar da abertura da 59ª Assembléia Geral da ONU.

“Será virtualmente uma reedição da reunião que mantiveram nesta mesma cidade em 25 de setembro de 2003, quando ambos prometeram, entre amplos gestos de boa vontade mútua, enterrar os conflitos que obscureciam naquela época os rumos do Mercosul”, diz o La Nación.

Já o Clarín diz que, como foi Lula quem propôs o encontro, Kirchner vai esperar para ver o que o brasileiro vai dizer, mas sem dúvida as discussões vão tratar das diferenças comerciais que voltaram a ganhar destaque recentemente entre os dois países.

Extremos alemães

Os jornais europeus comentam os resultados das eleições regionais da Alemanha, onde partidos tradicionais sofreram baques e extremistas de direita e de esquerda apresentaram evolução.

O alemão Süddeutsche Zeitung diz que os altos índices de abstenção e os resultados são maus sinais para o futuro da democracia na antiga Alemanha Oriental.

"Quando muita gente vota para extremistas de direita, e mais gente vota para nostálgicos do Partido do Socialismo Democrático (ex-comunista), e mais ainda para ninguém, isso mostra que a democracia nos novos Estados, se não está abalada até em seus fundamentos, pelo menos encontra-se em estado lamentável."

Já o Berliner Zeitung diz que, para o Partido Social-Democrata (SPD), do chanceler Gerhard Schröder, a votação em Brademburgo e na Saxônia “foi tão ruim quanto se esperava – ou seja, desastrosa”.

E o francês Le Figaro observa que não foi só o SPD quem se deu mal nas eleições, mas também os democratas-cristãos do CDU, principal partido de oposição – no que o diário parisiense vê como um claro “sinal de descontentamento” com a política do país.

Segunda guerra

Os jornais britânicos dissecam a declaração do primeiro-ministro Tony Blair de que está em andamento um “novo conflito” no Iraque.

Em editorial, o The Times corrobora a afirmação de Blair de que o Iraque se tornou “o maior teste do terrorismo global” e afirma que, “se o terrorismo for derrotado lá, seria uma vitória com implicações que iriam muito além das fronteiras iraquianas”.

Já o Daily Mail qualifica a declaração de Blair de “espantosa” e lembra que ela aconteceu 16 meses depois que o presidente americano, George W. Bush, havia declarado que a missão dos EUA e seus aliados no Iraque havia sido “cumprida”.

O The Independent compara em sua primeira página o que afirma ser duas visões sobre o Iraque.

A de Londres é de que “estamos tendo sucesso no Iraque contra as forças do mal”, como disse o premiê iraquiano, Iyad Allawi, em visita à capital britânica.

Em Bagdá, porém, o que se vê, segundo o jornal, é que “a crise dos reféns se aprofunda, enquanto militares americanos alertam para a necessidade de uma grande ofensiva”.

Espionagem em alta

O The Christian Science Monitor, de Boston (EUA), publica uma reportagem segundo a qual, contrariando expectativas geradas pelo fim da Guerra Fria, cada vez mais espiões estão em ação em Washington tentando arrancar informações secretas do governo americano.

“Porque os Estados Unidos se tornaram a única potência dominante no campo militar e econômico, tanto amigos quanto inimigos querem acesso a mais informações do que o país está disposto a dividir com eles”, diz o jornal.

Uma fonte oficial citada pelo periódico bostoniano diz que a espionagem atual não se resume a tentar saber mais sobre áreas que são alvos tradicionais dos “arapongas”, como a militar, mas também inclui o planejamento da política externa americana, capacidade tecnológica e estratégias empresariais.

Os países mais ativos seriam China, Japão, Israel, França, Coréia do Sul, Taiwan e Índia, e a organização Al-Qaeda também teria amplas atividades de espionagem em solo americano.

Mas o jornal lembra que os americanos não são só vítimas da nova espionagem – há poucos anos, dois americanos foram expulsos da França sob a acusação de estarem bisbilhotando onde não deviam.

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