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Para 'El País', Putin insiste em política antiterror fracassada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A afirmação do presidente russo, Vladimir Putin, de que vai fazer operações preventivas contra terroristas "em qualquer lugar do mundo" foi recebida com críticas e ceticismo por jornais da Alemanha, da Espanha e da própria Rússia. Para El País, da Espanha, o presidente russo está apostando em um caminho que já se mostrou fracassado. "Putin é um político que ao assumir o governo em 1999 era conhecido por suas qualidades de liderança, mas que cinco anos depois parece incapaz de lidar com a questão do nacionalismo de outra maneira que não aquela que já se mostrou um fracasso: o uso da força militar." O Nezavisimaya Gazeta, da Rússia, alerta para um possível obstáculo. "Ataques em países estrangeiros só podem ser realizados com aprovação da ONU ou dentro dos limites de acordos internacionais." Na Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung diz: "Se isso for posto em prática, as leis internacionais, que, reconhecidamente, não são um manual para combater terrorismo, vão sofrer seu maior desafio". Sem imaginação O Sueddeutsche Zeitung, também alemão, afirma que Putin não deve considerar apenas a opção militar para a Chechênia, mas o jornal diz temer que ele não tenha disposição e "acima de tudo, imaginação" para isso. Com opinião diferente, outro jornal russo, o Rossiyskaya Gazeta, diz que os assuntos do país devem ficar a cargo do Kremlin. "O Ocidente, com toda a sua condescendência, deve entender que (...) em todo o mundo não existe um país que possa ensinar à Rússia qual é a melhor política para o Cáucaso." "Ninguém conhece os problemas da região do Cáucaso e de sua população melhor do que a Rússia, e a maioria não sabe absolutamente nada sobre isso", acrescentou. Estados Unidos A principal reportagem do The New York Times diz que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, agora apóia uma autonomia orçamentária para o serviço de informações do país. A medida, diz o jornal americano, é uma mudança radical em relação à posição anterior do presidente e uma concordância com a principal recomendação da comissão encarregada de investigar o 11 de setembro. A proposta daria ao serviço de informações controle sobre 75% de um orçamento de US$ 40 milhões, enquanto o Pentágono ficaria com os restantes 25%. Atualmente, o Pentágono controla cerca de 80% desse dinheiro. O jornal britânico The Times diz que duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo ameaçaram cancelar novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento na Grã-Bretanha a não ser que o governo combate militantes pelos direitos dos animais. O The Times relata um encontro que as gigantes farmacêuticas GlaxoSmithKline e AstraZeneca tiveram em maio com o primeiro-ministro Tony Blair, em que disseram que não gastariam nem mais uma libra em novas instalações. Segundo o jornal, a GlaxoSmithKline investe mais de 1 bilhão de libras por ano na Grã-Bretanha. Uma nova legislação sobre o assunto foi aprovada pelo governo em julho, uma medida que foi aplaudida pelas empresas como "um passo na direção certa". Mas, de acordo com o jornal, TomMcKillop, executivo da AstraZeneca, afirmou que a aplicação da nova lei "permanece um problema". Muro de Berlim O Guardian, também da Grã-Bretanha, traz uma reportagem em que afirma que uma pesquisa de opinião revelou que 20% dos alemães querem a volta do muro que dividiu Berlim durante a Guerra Fria. Quatorze anos depois da unificação, 24% de alemães do antigo lado ocidental dizem que tiveram perdas financeiras com a unificação. No antigo lado comunista, onde os salários ainda são mais baixos do que no lado ocidental, e o desemprego é duas vezes maior, 30% disseram que não estão em melhor situação financeira depois da reunificação. A reportagem afirma que dois diplomatas disseram recentemente estar alarmados pelo ressentimento entre os dois grupos. Os ex-ministros do Exterior Hans-Dietrich Gensher, da Alemanha Ocidental, e Markus Meckel, da Alemanha Oriental, disseram temer que as diferenças entre os dois lados estejam aumentando. |
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