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Atualizado às: 15 de setembro, 2004 - 06h32 GMT (03h32 Brasília)
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Análise: Sinais de desespero

Iraquiana desesperada após explosão
Atentados no Iraque têm sido quase cotidianos
Uma medida da gravidade dos problemas no Iraque é que o Departamento de Estado americano quer transferir as verbas previamente alocadas para obras de água, esgoto e geração de energia elétrica para o treinamento das forças de segurança iraquianas.

As atenções estão se voltando da infra-estrutura a longo prazo para necessidades imediatas de segurança e estabilidade.

A idéia, promovida pelo embaixador dos Estados Unidos em Bagdá, John Negroponte, é usar US$ 3,6 bilhões dos US$ 18 bilhões de verba aprovada pelo Congresso americano em novembro passado para, entre outras coisas, treinar mais policiais iraquianos e outras forças, criar mais programas de emprego em um esforço para reduzir o número de desempregados e planejar as eleições de janeiro.

Dos US$ 18 bilhões, apenas cerca de US$ 1 bilhão foi gasto até agora, em parte porque a reconstrução do país tem sido muito difícil por causa da falta de segurança para funcionários de empresas.

A iniciativa vem à tona num momento em que aumentam as dúvidas em Washington sobre se o Iraque vai se organizar de vez.

O que pode ser feito agora?

Entre os responsáveis pela política americana parece haver uma disposição de se preparar para uma presença no Iraque a longo prazo, enquanto se passa o máximo possível da responsabilidade pelo país para os próprios iraquianos - estejam eles no estado de fragilidade em que estiverem.

Dois recentes relatórios de centros de estudos nos Estados Unidos examinaram os problemas e fizeram recomendações não muito animadoras.

O Centro para Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS, em inglês) concluiu: "Dois meses depois que os Estados Unidos transferiram soberania para um governo iraquiano interino, o Iraque continua envolto em uma insurreição, com problemas de segurança ofuscando outros esforços para reconstruir a frágil sociedade iraquiana em áreas como governança e participação, oportunidades econômicas, serviços e bem-estar."

Em nenhuma dessas áreas, conclui o documento, o Iraque está avançando para o que o CSIS diz serem pontos importantes para "autosustentabilidade e mais progresso".

O CSIS faz as seguintes recomendações:

*Acelerar e melhorar o treinamento de instituições de segurança iraquianas. Formar mais unidades conjuntas com a liderança nas mãos de iraquianos. Manter soldados americanos "no horizonte", para poder responder rapidamente às contingências.

*Revisar o programa de assistência dos Estados Unidos para aumentar o envolvimento direto iraquiano, especialmente em cidades onde a insatisfação é maior.

*Revigorar os esforços para ampliar o envolvimento internacional, tais como a volta da ONU ao país e a ajuda para reconstrução e alívio da dívida.

*Descentralizar o governo, dar mais recursos ao sistema judiciário.

E o relatório afirma: "O Iraque não será 'um sucesso' por um longo período. Se as forças americanas forem ou não convidadas a deixar o país em 2005 (quando um governo iraquiano plenamente constitucional deverá assumir o poder), o sucesso no Iraque depende, em última análise, da capacidade iraquiana de construir para fazer o país avançar."

Em outro relatório, publicado no jornal Foreign Affairs do Conselho de Relações Exteriores, Larry Diamond, um ex-assessor da coalizão e hoje na Universidade de Stanford, examina o que deu errado e apresenta algumas idéias.

Diamond critica a visão do administrador americano, Paul Bremer, que aparentava tentar reconstruir o Iraque com o idealismo do Iluminismo do século 18.

Diamond também é favorável a uma política de dar o controle aos iraquianos. "A transição no Iraque vai precisar de uma enorme assistência internacional - política, econômica e militar - durante os próximos anos."

As atenções do mundo logo vão se voltar para as eleições de janeiro. Elas podem, pelo menos, dar alguma legitimidade ao governo iraquiano, mesmo que seja um governo de transição.

Iraque Pós-Saddam
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