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Com diplomacia e competitividade, Brasil tem febre de exportações, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal Financial Times traz uma longa reportagem em que, com o título "Vendendo o Brasil: o eterno país do futuro chega à maturidade no cenário global", afirma que empresas por todo o país pegaram a febre da exportação. Segundo o jornal, uma crescente competitividade e uma diplomacia mais assertiva na área de comércio ajudaram a aumentar as exportações brasileiras. De acordo com os autores da reportagem, Raymon Collit e Richard Lapper, desta vez há mais confiança de que os benefícios chegaram para ficar. O Financial Times afirma que o Brasil é, tradicionalmente, uma das economias mais isoladas do mundo, mas "parece estar finalmente fazendo sentir o seu peso no mercado global". O diário diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - "que estabilizou a economia desde sua vitória esmagadora em outubro de 2002" - merece parte do crédito pela boa fase das exportações, "mas seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso, fez boa parte dos ajustes políticos e econômicos". "Até mesmo críticos admitem que a administração Lula tem uma política externa mais audaciosa", diz o jornal. Mas, segundo o diário, a infra-estrutura deficiente pode ser um problema para o país. De acordo com o Financial Times, o Brasil tem um décimo da malha ferroviária dos Estados Unidos, com território praticamente equivalente. E o jornal cita estimativas que dizem que os custos de transporte brasileiros são o dobro daqueles da China e da Rússia. Renúncia Na Grã-Bretanha, o destaque em todos os jornais é a informação de que o primeiro-ministro Tony Blair quase renunicou ao cargo no começo do ano por pressões de sua família. O integrante da Câmara dos Lordes Melvyn Bragg, amigo de Blair, disse num programa de televisão britânico que "talvez ele (Blair) tenha tido dúvidas sobre algumas políticas, mas a verdadeira pressão foi pessoal e familiar". O The Times afirma que o gabinete do primeiro-ministro disse que a afirmação causou surpresa. Segundo o jornal, afirmações como as de Bragg são uma explicação adicional para a determinação de Blair em mostrar que está comprometido com um terceiro mandato. O Daily Telegraph diz que apesar das negativas vinda de Downing Street, fontes do jornal confirmaram que Blair pensou em renunciar. De acordo com o jornal, alguns ministros estavam tão preocupados com o seu moral que procuraram Tony Blair e pediram que ele continuasse no cargo. A semana de especulações sobre as intenções de Tony Blair é lembrada pelo The Guardian, que diz que uma das versões sugerem que o primeiro-ministro chegou a considerar a possibilidade de renunciar não depois, mas antes das próximas eleições. Nos Estados Unidos, o The New York Times traz uma reportagem em que diz que pesquisas mostram que o interesse dos jovens pelas eleições presidenciais é o mais alto desde 1972, quando pessoas entre 18 e 20 anos obtiveram o direito de votar. O jornal diz que é uma novidade, depois da apatia registrada entre os jovens no pleito de 2000. Segundo o diário, o salto no número de jovens registrados para votar decorre do esforço de partidos e grupos apartidários para atrair novos eleitores, num pleito que pode ser decidido por pequena margem. |
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