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Venezuela promete resultado da apuração em 2 horas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Francisco Carrasqueiro, afirmou nesta quarta-feira que "se tudo der certo", o resultado do referendo de domingo sobre o mandato do presidente do país, Hugo Chávez, pode sair apenas duas horas depois dos últimos votos. "Se tudo correr bem e tivermos uma tendência determinante, em duas ou três horas, no máximo, divulgaremos os resultados", disse Carrasqueiro à BBC. Isso significa que a contagem dos votos aconteceria a partir das 18h00 ou 19h00 do horário local, já que os centros de votação vão ficar abertos até as 16h00, e levando-se em conta que pode haver filas. O primeiro boletim vai ser crucial porque só a partir da sua divulgação poderão ser conhecidas as projeções e tendências sobre o pleito; entre o "sim" dos que querem a saída do presidente Hugo Chávez, e o "não" dos que defendem a permanência do líder. Desconfianças A oposição desconfia do CNE a tal ponto que alguns acreditam que o órgão vai tentar segurar a divulgação do resultado – que para eles vai ser favorável à oposição – para favorecer a Chávez. Por isso mesmo, o líder da Coordenadora Democrática (o grupo que reúne a oposição na Venezuela), Enrique Mendoza, ameaçou apresentar resultados já às 14h00 de domingo, o que é proibido pela legislação eleitoral venezuelana. As declarações de Mendoza provocaram polêmica no país dividido. A Promotoria Geral chegou a abrir um inquérito sobre o assunto. O promotor-geral, Isaías Rodríguez, disse que as declarações, que classificou de "irresponsáveis", têm o intuito de confundir a população. 'Sem atrasos' Na terça-feira, Francisco Carrasqueiro disse que os testes com as urnas eletrônicas estão sendo bem-sucedidos e, ao contrário do que alguns temem, o uso delas, pela primeira vez no país, não causaria atrasos. A identificação dos eleitores será feita com leitores eletrônicos de impressões digitais para evitar que eleitores votem mais de uma vez. Nesta quarta-feira desembarcam no país representantes do Centro Carter, que supervisionará o processo ao lado da Organização dos Estados Americanos (OEA). O próprio diretor do centro, o ex-presidente americano Jimmy Carter, estará na Venezuela a partir de sexta-feira. |
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