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Atualizado às: 05 de julho, 2004 - 01h49 GMT (22h49 Brasília)
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Venezuela: batalha por futuro de Chávez chega à mídia
Hugo Chávez
Referendo tornou-se uma batalha por corações e mentes
Em 15 de agosto, eleitores na Venezuela deverão ir às urnas para decidir em um referendo o futuro do mandato do presidente do país, Hugo Chávez.

Para convencer a população a votar pelo "sim" ou "não" a Chávez, grupos de oposição e o próprio governo iniciaram uma batalha na mídia.

Após aumentar o tempo de seu show semanal de TV, Alô Presidente, Hugo Chávez começou uma série de programas de rádio chamada Na Patrulha com Hugo Chávez.

Numa edição recente, o programa apresentou sua música tema cujo título é "Todos nós estamos com Chávez". O presidente elogiou o grupo e o parabenizou pela escolha do assunto.

Ouvinte-eleitor

O presidente venezuelano voltou a dizer que o "não" ao plebiscito tornou-se uma slogan nacional e que o "imperialismo quer tomar o país mais uma vez".

Durante o programa, o presidente conversou com um ouvinte, que afirmava já ter conseguido 90 mil votos para Chávez em sua região.

Outro membro do governo Chávez também com programa de rádio, o ministro da Informação Jesse Chacon, disse que o sistema eleitoral montado para o plebiscito foi desenhado para derrotar o homem comum. "O sistema foi planejado para impedir que a maioria decida, mas em 15 de agosto, apesar dos planos absurdos da oposição, nós iremos às urnas para dizer 'não' ", pediu.

Um dos jornais mais importantes do país, El Universal, traz em suas páginas editoriais uma imagem com uma grande "sim". Uma coluna no jornal acusou o governo de "agir sem estrição desde que chegou ao poder pra violar regras e regulamentos".

'Repressão'

Outro semanário, El Nacional, acusa o presidente de manipular a variedade de assuntos diários numa tentativa de receber vantagem eleitoral.

O jornal também responsabilizou o governo de tentar transformar as forças armadas do país numa espécie de "milícia ao estilo Fidel Castro" além de criar um clima absoluto de repressão a forças de oposição".

A campanha pelo referendo começou com vários comícios e anúncios veiculados em rede nacional de TV e rádio.

Integrantes da oposição ao governo afirmaram que irão trabalhar incansavelmente para que o presidente venezuelano seja obrigado a deixar o poder.

'Socialismo radical'

Chávez, eleito em 2000, está enfrentando um plebiscito sobre o futuro de seu mandato após seus opositores terem conseguido mais de dois milhões de assinaturas válidas para forçar a realização do referendo.

O presidente venezuelano é acusado pela oposição de incompetência e de promover uma forma radical de socialismo.

Em 2002, ele perdeu o controle do país durante um curto golpe militar, que foi reconhecido imediatamente pelos Estados Unidos.

Mas o governo provisório só durou um dia.

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