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Ordenada na Venezuela a prisão de 59 militares | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal na Venezuela ordenou a prisão de 59 militares acusados de conspiração e de instigar insurreição. Os militares acusados participaram de um protesto contra o governo do presidente Hugo Chávez em dezembro de 2002. Na ocasião, eles tomaram a Plaza Francia na capital, Caracas, e se declararam em estado de desobediência civil. Três manifestantes morreram em tiroteio. Alguns dos militares também haviam apoiado a tentativa de golpe fracassada contra Chávez, em abril daquele ano. O mandado de prisão foi emitido um dia depois que o ministro venezuelano do Interior, Lucas Rincón, anunciou que reforçará as medidas de segurança em antecipação ao plebiscito sobre o governo de Chávez, marcado para o dia 15 de agosto. Embaixadas Alguns dos militares foram acusados ainda de envolvimento em atentados a bomba às embaixadas da Colômbia e da Espanha em Caracas, no ano passado. O advogado dos oficiais negou que eles tivessem ligação com algum complô contra o governo. O mandado de prisão foi pedido pelo promotor Danilo Anderson porque os militares nunca atenderam à convocação para depoimento. Alguns dos oficiais implicados deixaram a Venezuela ou pediram asilo político em outros países. O Supremo Tribunal da Venezuela decidiu em 2002 que não tinha havido rebelião militar e, portanto, também não tinha havido um golpe de Estado. O governo sempre rejeitou essa interpretação dos fatos e disse que houve um golpe organizado por grupos econômicos venezuelanos nacionais, apoiado pelo governo dos Estados Unidos. |
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