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Oposição comemora decisão em favor do plebiscito na Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Caracas neste sábado, para celebrar a decisão favorável à realização do plebiscito para decidir se o presidente Hugo Chávez conclui o mandato, que acaba em 2007. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou na quinta-feira que a oposição conseguiu o número de votos necessários para a realização do referendo, mas a data ainda não foi marcada. A data é importante porque, se o plebiscito decidir pela saída de Chávez, o dia 19 de agosto é o limite para a realização de novas eleições. Se a decisão acontecer depois desta data, ele sai mas deixa o vice-presidente no lugar. Pela constituição venezuelana, o vice não é eleito, mas indicado pelo presidente, e pode ser substituído durante o mandato. Assinaturas A oposição conseguiu pouco mais de 2,4 milhões de assinaturas válidas para realizar o referendo. Mas para tirar o presidente do cargo são necessários pelo menos 3,8 milhões - um número superior ao total de votos que ele obteve na eleição, em 2000. A Venezuela está profundamente dividida em relação ao presidente. A oposição afirma que ele está agindo como um ditador e acabando com a economia do país, enquanto os que os apóiam dizem que ele é o primeiro presidente a priorizar os mais pobres, que compõem a maioria da população. |
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