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Venezuela 'terá referendo' sobre governo Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades eleitorais da Venezuela anunciaram nesta quinta-feira que a oposição recolheu assinaturas suficientes para forçar a realização de um referendo sobre a permanência de Hugo Chávez na Presidência do país. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), resultados preliminares da análise das assinaturas mostram que já foram computadas 2,451 milhões, ultrapassando o total necessário para cumprir as exigências legais – que é de 2,436 milhões. O diretor do CNE Jorge Rodríguez afirmou que, apesar de os resultados da contagem não serem definitivos, eles apontam para uma “tendência clara” que deve ser confirmada. O conselho não anunciou quando será o divulgado o total oficial da contagem das assinaturas. Chávez prometeu se manifestar em breve a respeito da decisão. Mutirão O governo dos Estados Unidos, que tem uma relação difícil com Chávez, se declarou satisfeito com a “forma notavelmente pacífica e bem-sucedida” que se levou em frente a busca do referendo sobre o futuro de Chávez, segundo a agência de notícias EFE. No último mês de dezembro, a oposição entregou ao CNE cerca de três milhões de assinaturas, mas o conselho julgou que cerca de um milhão delas eram de validade duvidosa. Depois, neste mês, o CNE convocou os venezuelanos cujos votos foram considerados suspeitos para reconfirmar suas assinaturas. O que foi anunciado nesta quinta-feira foi o resultado preliminar desse processo, no qual milhares de votos foram validados e favoreceram a oposição. Agora se acredita que o referendo, possibilitado pela Constituição apresentada pelo próprio Chávez em 1999, possa ser realizado no mês de agosto. A crise entre o governo e a oposição na Venezuela tem sido acompanhada por violentos choques entre partidários e opositores do presidente. |
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