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Atualizado às: 06 de março, 2004 - 16h55 GMT (13h55 Brasília)
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Milhares protestam contra Chávez na Venezuela
Protestos na Venezuela
A oposição quer que o referendo contra Chávez seja realizado
Mais de 100 mil pessoas se reuniram neste sábado em Caracas em um grande protesto de oposição ao governo do presidente do país, Hugo Chávez.

Os manifestantes se encontraram em seis diferentes pontos da cidade e marcharam juntos até o centro da capital. Eles pediram que o referendo sobre a permanência de Chávez no poder seja realizado.

Pelo menos oito pessoas morreram desde que o conselho eleitoral da Venezuela questionou se as assinaturas recolhidas pela oposição para a realização do referendo são verdadeiras. Na última semana, protestos aconteceram em todo o país.

Devido aos protestos e às mortes, autoridades venezuelanas suspenderam a permissão de porte de armas por civis. O ministro da Defesa disse que a proibição foi feita para garantir a segurança pública.

Com a nova regulamentação, civis que forem pegos carregando armas durante os nove dias de suspensão podem pegar até quatro anos de prisão.

Referendo

Vestidos com as cores da bandeira do país, os protestantes caminharam cantando slogans anti-Chávez.

"Nós estamos preparados a sair às ruas milhares de vezes até que o referendo seja realizado", disse o líder da oposição, Henry Ramos Allup.

"Ninguém vai tirar o nosso direito de protestar pacificamente contra Chávez", acrescentou.

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) informou na quarta-feira que mais de um milhão de assinaturas que foram apresentadas pela oposição terão ainda de ser validadas, por causa de dúvidas a respeito de sua autenticidade.

De acordo com o órgão, foram reconhecidas cerca de 1,8 milhão de assinaturas que endossaram o pedido da oposição por um referendo sobre o governo Chávez. Pela lei venezuelana, são necessárias pelo menos 2,4 milhões para forçar a realização do referendo, que poderia levar o presidente a ser afastado do poder.

Na sexta-feira, Chávez acusou os Estados Unidos de estarem interferindo na política do país.

"O presidente americano George W. Bush está financiando a oposição", disse ele.

O governo americano negou as acusações de que estaria ajudando a tirar Chávez do poder.

A União Européia pediu que uma solução pacífica seja encontrada para a situação do país. Os europeus e os americanos pediram que os protestos deste sábado fossem feitos de maneira pacífica.

"Nós pedimos que o governo venezuelano respeite sua população e que evite o uso de força", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

"Nós também pedimos que os protestantes não usem a violência."

Na quinta-feira, o representante venezuelano na ONU (Organização das Nações Unidas), Milos Alcalay, apresentou a sua renúncia ao cargo em protesto contra a política do presidente Chávez.

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