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Oposição venezuelana tenta salvar referendo contra Chávez | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A oposição venezuelana está tentando salvar o referendo contra o presidente Hugo Chávez, em uma negociação com as autoridades eleitorais para que sejam aceitas mais de 1 milhão de assinaturas necessárias para realizar a consulta popular. A negociação se refere ao anúncio do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de que a oposição não havia reunido o número de assinaturas necessário para convocar o referendo. Das 3,4 milhões de assinaturas apresentadas pela oposição, o CNE reconheceu como válidas apenas 1,8 milhão de assinaturas, questionando a autenticidade do restante. O CNE estipulou que mais de 1 milhão delas terão de ser confirmadas – os cidadãos que participaram do abaixo-assinado terão que comparecer a postos eleitorais para endossar suas assinaturas. A oposição precisa de 2,4 milhões de assinaturas para forçar a votação. "Há uma negociação para ver se é possível salvar o referendo", afirmou o porta-voz da oposição, Pompeyo Márquez. O enviado especial da BBC a Caracas, José Baig, informa que a postura de Márquez contrasta com a que vinha sendo adotada pela Coordenadoria Democrática nos últimos dias. A coalizão vinha criticando a revisão das assinaturas e fechando-se a qualquer tipo de negociação sobre o assunto. Márquez disse, no entanto, que a oposição continuará convocando protestos nas ruas, que nesta quarta-feira chegaram ao sexto dia. Ainda nesta quarta-feira, a oposição denunciou a prisão "sem o devido processo" de 350 manifestantes anti-Chávez. Rafael Narváez, da Comissão de Direitos Humanos na Coordenadoria Democrática, disse que as forças de segurança cometeram "violações massivas de direitos humanos" nos protestos. Segundo Narváez, presos foram submetidos a torturas com "descargas elétricas, golpes na cabeça, tratamento subumano e banhos de águia fria". O governo, por sua vez, acusa a oposição de fomentar os protestos e de utilizar armas de fogo para atacar forças de segurança. O ministro do Interior, Lucas Rincón, disse que 47 detidos em protestos na terça-feira em Caracas teriam confessado que haviam sido contratados pela oposição para causar distúrbios. A decisão definitiva sobre a possível realização do referendo está prevista para o dia 25 de março. |
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