|
Embaixador da Venezuela na ONU se demite | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O representante venezuelano nas Nações Unidas, Milos Alcalay, apresentou a sua renúncia ao cargo em protesto contra as políticas do presidente Hugo Chávez. O ex-embaixador lamentou a "bipolarização" pela qual atravessa a sociedade venezuelana e a "visão unilateral que se tem da diplomacia", além de criticar a deterioração da democracia e dos direitos humanos. "Infelizmente, a Venezuela está agora desprovida dos valores fundamentais com os quais estou profundamente comprometido", explicou Alcalay numa entrevista coletiva na sede da ONU em Nova York. Entre os valores citados pelo diplomata na sua carta de renúncia estão "a proteção dos direitos humanos, a necessidade inegável de um regime completamente democrático e eficaz e a necessidade de um diálogo construtivo". O diplomata, que representou o seu país durante mais de 30 anos, advertiu também que o governo do presidente Hugo Chávez "está cada vez mais isolado na comunidade das nações democráticas". Pelo menos sete pessoas morreram nos últimos dias depois de uma crise entre o governo e a oposição por causa da verificação de assinaturas recolhidas pelos opositores para convocar um referendo contra Chávez. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||