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Atualizado às: 15 de julho, 2004 - 18h36 GMT (15h36 Brasília)
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Aids reduz expectativa de vida na África para menos de 33 anos
Paciente africano com Aids
Média de vida no Zâmbia caiu para 32.4 anos
A epidemia da Aids reduziu a expectativa de vida em algumas partes da África para menos de 33 anos, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2004, publicado pela ONU.

"Vinte países sofreram sérias regressões no desenvolvimento humano nos últimos dez anos por causa do HIV e da Aids", disse o principal autor do relatório, Sakiko Fukada-Parr.

O relatório faz um ranking de mais de 170 países, classificando-os de acordo com o padrão de qualidade de vida, usando critérios como expectativa de vida e educação. A Noruega encabeçou a lista pelo quarto ano consecutivo. Serra Leoa ficou em último.

Em segundo lugar, atrás da Noruega, está a Suécia. Austrália, Canadá e Holanda ocupam o terceiro, quarto e quinto lugares respectivamente.

O Brasil ficou em 72º lugar.

Como de hábito, as nações industrializadas marcam forte presença entre as 20 primeiras posições na lista, com os Estados Unidos ocupando o 8º e a Grã-Bretanha ocupando o 12º lugares.

Na extremidade oposta, Serra Leoa, ainda se recuperando após uma década de guerra civil, ocupa o último lugar pelo sétimo ano consecutivo.

Logo acima estão Níger, Burkina Faso, Mali e Burundi.

A mais nova adição à lista é o Timor Leste, classificado na posição 158 entre os 177 países e territórios incluídos no índice.

A enorme disparidade entre os mais bem-colocados e os mal-colocados do ranking fica evidente quando se comparam os índices de expectativa de vida.

Na Noruega, uma criança nascida entre 2000 e 2005 tem uma expectativa média de vida de 78,9 anos, enquanto uma criança nascida na Zâmbia no mesmo período pode esperar viver apenas 32,4 anos, índice ainda mais baixo do que na década de 60.

A rápida queda na expectativa de vida em alguns países africanos é resultado direto da epidemia de Aids, diz o relatório.

Na Zâmbia, 16,5% da população adulta tem o vírus da Aids. No Zimbábue, também seriamente atingido, e onde a expectativa média de vida é 33,1 anos, um quarto da população é portadora do HIV, o vírus da Aids.

Fukada-Parr diz que o estrago causado pela epidemia em países africanos é tão grande que vários aspectos da vida nesses lugares estão sendo afetados, não apenas a expectativa de vida e a saúde, mas também a economia e a educação.

Como resultado, cerca de 20 países da África Sub-Saariana estão sofrendo regressões drásticas no desenvolvimento, com piora acentuada na educação, saúde e riqueza.

"A crise da Aids incapacita os países em todos os níveis, porque a doença ataca pessoas em seus anos mais produtivos", disse Mark Mallock Brown, chefe do Programa de Desenvolvimento da ONU.

Cerca de 25 milhões dos estimados 38 milhões de pessoas que têm Aids ou são portadoras do HIV vivem na África.

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