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Brasil mantém 72ª posição em ranking de desenvolvimento da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil se manteve na 72ª posição do ranking das Nações Unidas que mede o desenvolvimento humano, segundo um relatório divulgado pela organização nesta quinta-feira. Embora o país tenha ficado na 65ª posição no relatório do ano passado, revisões divulgadas no documento deste ano colocam o país em 72º lugar também no relatório anterior – portanto, a queda aparente não foi real. Os dados usados no relatório, elaborado pelo Programa de Desenvolvimento Humano da ONU (Pnud), referem-se ao ano de 2002, o último ano de Fernando Henrique Cardoso na Presidência. O chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é calculado a partir da expectativa de vida, a renda per capita em termos ajustados e níveis de educação (baseados nas taxas de alfabetização entre adultos e de inscrição escolar). Saúde A saúde é a área de pior desempenho: o Brasil aparece em 111ª lugar. Na educação, o país está relativamente bem, em 19º, e em renda per capita, em 63º. A combinação desses índices coloca o Brasil no grupo de países de desenvolvimento médio. A Argentina, por exemplo, está na 34ª posição do ranking e faz parte dos países de alto desenvolvimento. A lista inclui 175 países-membros da ONU, além de Hong Kong, China e territórios palestinos. Um dos autores do relatório, Stefano Pettinato, disse à BBC Brasil que a inclusão de novos países no ranking também impediu o avanço do Brasil no ranking. "Tonga, que não estava no último relatório, fez o Brasil cair uma posição", afirmou Pettinato. A remota ilha do Pacífico estreou na 63ª posição no ranking da ONU. Pettinato destaca que o índice mede o desenvolvimento relativo de um país, ou seja, em comparação com o resto do mundo, mas que não deve ser usado para medir o desenvolvimento nacional. Portanto, a posição do Brasil pode mudar pelo simples movimento, de queda ou avanço, de outros países. O relator defendeu a simplicidade do índice com o argumento de que a inclusão de outras variáveis o tornaria complexo demais e impediria a medição de um número tão grande de países. No entanto, ele disse que, com base em índices alternativos desenvolvidos pelo Brasil e pelo México, a ONU está estudando forma de tornar o índice mais preciso. Pettinato elogiou a iniciativa "pioneira" do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) de desenvolver um índice que mede as variações regionais dentro do Brasil que, segundo ele, mais apropriado para medir o desenvolvimento interno. Embora a própria ONU ressalte que o índice não é suficiente para medir a qualidade de vida no mundo – porque exclui, por exemplo, liberdade de expressão – o IDH é visto como uma alternativa à mera medição do PIB (Produto Interno Bruto). A primeira posição do ranking da ONU ficou mais uma vez com a Noruega e a última, também novamente com Serra Leoa. A ONU pediu o embargo das informações sobre o IDH até a manhã desta quinta-feira. A BBC respeitou o embargo. |
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