|
Protestos colocam polícia do Paquistão em alerta vermelho | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto provocou uma onda de protestos em algumas das principais cidades do país e forçou o Ministério do Interior a colocar forças de seguranças em alerta vermelho. Segundo um correspondente da BBC, a onda de violência é pior na província de Sindh, o reduto eleitoral de Bhutto, no sul do país. Na capital provincial, Karachi, milhares teriam participado de protestos, incendiando carros e imóveis. Episódios parecidos foram registrados em Hyderabad e em Jacobabad, onde o principal tribunal foi atingido por um incêndio. De acordo com a agência de notícias Associated Press, pelo menos nove pessoas morreram em protestos – quatro em Karachi, duas em Sindh, duas em Lahore e uma em Tando Allahyar. Musharraf A televisão paquistanesa exibiu imagens feitas em Rawalpindi, onde ocorreu o assassinato de Bhutto, mostrando seguidores do partido da ex-primeira-ministra atacando viaturas da polícia. Muitos manifestantes culparam o governo pelo ocorrido. A agência France Presse informou que, em Jacobabad, lojas que pertencem à família do atual primeiro-ministro interino, Mohammedmian Soomro, foram incendiadas assim como retratos do premiê. Em Peshawar, no noroeste, a polícia usou cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão, que gritava palavras de ordem contra o presidente Pervez Musharraf. Musharraf decretou três dias de luto nacional em virtude da morte de Bhutto e pediu calma à população. Boicote O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif anunciou nesta quinta-feira que seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão – Grupo de Nawaz Sharif (PML-N, na sigla em inglês), não participará das eleições parlamentares marcadas para 8 de janeiro. "Em vista desse trágico incidente, nosso partido decidiu boicotar essas eleições, porque a responsabilidade recai sobre o governo", disse Sharif. "Acho que é nosso dever moral, nosso dever nacional e nosso dever como patriotas paquistaneses que expressemos solidariedade integral a Benazir Bhutto, ao povo de Sindh e ao resto do país e boicotemos as eleições", acrescentou o ex-primeiro-ministro. "Porque ninguém tem nenhuma fé, nenhuma confiança nessas eleições com Musharraf no poder", afirmou Sharif. O ex-primeiro-ministro exigiu que Musharraf renuncie imediatamente, acusando-o de ser a "causa de todos os problemas", e conclamou outros partidos a também anunciarem um boicote ao pleito de janeiro. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Termina estado de emergência no Paquistão15 dezembro, 2007 | BBC Report Ataque a base militar mata 5 no Paquistão15 dezembro, 2007 | BBC Report Estado de exceção no Paquistão termina no dia 16, diz Musharraf29 novembro, 2007 | BBC Report Bhutto descarta aliança e pede renúncia de Musharraf13 de novembro, 2007 | Notícias Bhutto: Eleição é 'passo positivo', mas insuficiente11 de novembro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||