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Atualizado às: 09 de novembro, 2007 - 08h50 GMT (06h50 Brasília)
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Casa de Benazir Bhutto é cercada pela polícia
Benazir Bhutto
Benazir Bhutto quer o fim do estado de emergência
A casa da líder da oposição do Paquistão, Benazir Bhutto, na capital do país, Islamabad, foi cercada pela polícia horas antes da realização de um grande comício em protesto contra o governo programado pelo seu partido (Partido do Povo Paquistanês - PPP).

A tropa de choque isolou a rua com arame farpado.

A ex-premiê não foi formalmente colocada sob prisão domiciliar, mas a polícia disse que a medida foi tomada para sua própria proteção. Segundo as autoridades, militantes suicidas têm Bhutto como alvo.

"Ela é livre para ir a qualquer lugar, mas se ela tentar ir à manifestação será impedida", disse uma fonte do governo à agência de notícias Reuters que permaneceu anônima.

Há notícia de que milhares de partidários da líder oposicionista foram detidos em antecipação à manifestação marcada para Rawalpindi, perto de Islamabad. Segundo o PPP, mais de 700 pessoas foram detidas.

Concentrações públicas estão proibidas no Paquistão sob o atual estado de emergência imposto sábado passado no país pelo presidente, o general Pervez Musharraf.

Há ainda um alerta de que a manifestação de protesto em Rawalpindi, marcada para começar às 13h (local, 6h em Brasília), pode ser alvo de um atentado suicida.

O chefe da polícia de Rawalpindi, Saud Aziz, advertiu que até oito militantes suicidas chegaram à cidade antes do protesto marcado para esta sexta-feira.

"Naturalmente eles vão ter como alvo grandes concentrações públicas como a que ocorreu em Karachi", disse Aziz à agência de notícias AFP.

Bhutto sobreviveu a uma tentativa de assassinato em Karachi no dia 18 de outubro que matou quase 140 pessoas.

Eleições

Na quinta-feira, Musharraf prometeu que realizará eleições parlamentares até 15 de fevereiro, horas depois de ser pressionado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para realizar o pleito em janeiro, como previsto.

Benazir Bhutto considerou o anúncio de Musharraf "vago", e pediu ao general que abra mão de seu papel de chefe militar.

"Nós queremos que ele pendure seu uniforme até 15 de novembro", disse a líder oposicionista paquistanesa. Ela disse que vai levar adiante a manifestação em Rawalpindi nesta sexta-feira e depois uma marcha de Lahore para Islamabad no dia 13 de novembro caso Musharraf não ponha fim ao estado de emergência e renuncie ao cargo de chefe do Exército.

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