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Atualizado às: 20 de junho, 2007 - 21h38 GMT (18h38 Brasília)
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Tribunal condena ex-rebeldes de Serra Leoa
Vítima da guerra civil em Serra Leoa
Cerca de 50 mil pessoas morreram no conflito em Serra Leoa
Três pessoas acusadas de atrocidades durante a Guerra Civil em Serra Leoa (1991-2002) foram consideradas culpadas nesta quarta-feira em um tribunal que está julgando envolvidos no conflito.

Alex Tamba Brima, Brima Kamara e Santigie Borbor Kanu foram os primeiros condenados pelo tribunal, que tem o apoio da ONU e funciona em Freetown, a capital do país africano.

Os três homens foram considerados culpados em 11 das 14 acusações contra eles, incluindo as de homicídio, terrorismo e uso de crianças como soldados.

Segundo a organização não-governamental de defesa de direitos humanos Human Rights Watch, esta é a primeira vez que um tribunal internacional anunciou condenações pelo crime de alistamento de crianças.

Golpes

Cerca de 50 mil pessoas morreram em Serra Leoa no conflito civil, alimentado pelas ricas reservas de diamante locais.

Na década de 1990, o país viveu uma sucessão de golpes de Estado. Ao mesmo tempo, o grupo rebelde Frente Revolucionária Unida (FRU) avançava pelo país, financiando suas atividades com a venda ilegal de diamantes.

Os três culpados, que vão saber suas sentenças em 16 de julho, eram originalmente soldados do governo de Serra Leoa, mas deixaram o Exército e passaram a integrar um grupo rebelde chamado Conselho Revolucionário de Forças Armadas (CRFA).

O grupo colaborou com um golpe militar em 1997, que derrubou o presidente Ahmed Kabbah, e depois formou uma aliança com a FRU.

Kabbah volta ao poder no ano seguinte, com o apoio de uma força de intervenção africana, liderada por soldados da Nigéria.

Na guerra contra forças do governo, os rebeldes realizaram uma campanha de terror no país, em que são acusados de ter cometido inúmeras atrocidades, incluindo chacinas, estupros e mutilações.

O tribunal em Freetown foi estabelecido em 2004 e indiciou até agora um total de 13 pessoas de todos os lados do conflito, incluindo o ex-presidente da Libéria, Charles Taylor.

Taylor é acusado de apoiar os rebeldes - e, assim, estimular o conflito no país vizinho - em troca de diamantes. Seu julgamento começou neste mês e deve ser retomado na semana que vem em Haia, na Holanda.

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