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Livro diz que Al-Qaeda lavou dinheiro com diamantes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um livro lançado nos Estados Unidos alega que a rede extremista Al-Qaeda ajudou a financiar suas atividades com lavagem de dinheiro feita através da compra de diamantes africanos. Blood from Stones (Sangue de Pedras, em tradução literal) foi escrito pelo ex-repórter do jornal americano Washington Post, Doug Farah. Farah conta em detalhes como encontrou indivíduos acusados pelo FBI (polícia federal americana) de serem altos integrantes da Al-Qaeda comprando diamantes no valor de milhões de dólares procedentes de Serra Leoa. Ele lembra que as pedras preciosas são mais fáceis de esconder do que dinheiro, quando são realizadas operações ilegais. O ex-embaixador dos Estados Unidos em Serra Leoa, Joe Melrose, disse à BBC que acredita nas alegações do livro. A obra diz que os diamantes de Serra Leoa eram retirados do país através do país vizinho, a Libéria. Fotos O repórter do Washington Post soube das histórias de contrabando, quando seu informante na Libéria viu fotos emitidas pelo FBI que mostravam supostos integrantes da Al-Qaeda, indicando que eles eram procurados pelas autoridades. "Eu conheço estes homens", disse o informante a Farah. As revelações foram feitas no período anterior aos ataques de 11 de setembro de 2001 contra a World Trade Center. Mas como boa parte do comércio de diamantes não é regulamentada, e pode, portanto, ainda estar ocorrendo. Melrose acredita que a lavagem de dinheiro pela compra de diamantes é uma prática que, possivelmente, a Al-Qaeda ainda pode estar adotando. "Certamente eles estavam lavando algum (dinheiro). Nunca duvidei muito disso e falei com pessoas no governo de Serra Leoa que disseram nunca ter duvidado também. Preocupa-me o fato de que isso aconteceu e pode acontecer de novo", disse o ex-embaixador americano em Serra Leoa. O analista de política internacional da BBC, Mark Doyle, afirma que desde 2001 entraram em vigor novos procedimentos para regulamentar as exportações de diamantes. Segundo Doyle, os procedimentos são conhecidos como "processo Kimberly", cujo nome se refere a uma cidade de mineração de diamantes na África do Sul. Eles teriam o objetivo de impedir que diamantes sejam usados para financiar guerras. Mas a regulamentação ainda é voluntária e nela há várias brechas que podem ser exploradas. |
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