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Serra Leoa começa a julgar acusados de crimes de guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O julgamento dos primeiros três acusados por crimes de guerra em Serra Leoa começou nesta quinta-feira. Eles respondem por ações cometidas durante a guerra civil do país africano, encerrada há dois anos. Moinina Fofana, Allieu Kondewa e Sam Hinga Norman serão julgados por oito acusações de crimes de guerra, entre elas o recrutamento forçado de crianças para atuar como soldados. É a primeira vez que esse tipo de crime será julgado dentro do espectro do direito internacional. ONU A Corte Especial para Serra Leoa foi instituída conjuntamente pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo governo do país. Os três réus eram líderes de milícias que atuaram ao lado das tropas do governo contra os rebeldes da Frente Unida Revolucionária (FUR). O julgamento desses três acusados é motivo de polêmica em Serra Leoa, já que a população os vê como heróis por terem combatido rebeldes famosos por tratar os civis com extrema brutalidade. A corte de Serra Leoa é a primeira do gênero a ser composta tanto por juízes apontados pela ONU como por magistrados locais. A intenção é criar um modelo de tribunal capaz de agir com maior eficiência, rapidez e com menos gastos que outros tribunais de crimes de guerra como o da ex-Iugoslávia e o de Ruanda. No próximo mês, ex-rebeldes da FUR também serão julgados pelo tribunal. Um correspondente da BBC em Freetown afirma que ambos os lados cometeram atrocidades durante a guerra. Mais de 50 mil pessoas morreram no conflito e muitas outras foram feridas, mutiladas e estupradas. |
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