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Premiê libanês faz novo alerta a militantes islâmicos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, fez neste sábado um novo alerta aos militantes islâmicos que estão em um campo de refugiados palestinos no norte do país, pedindo a eles que se entreguem. O sábado foi um dia de intensos combates no campo de Narh al-Bared, que há 13 dias vem sendo palco de ataques do Exército libanês. Siniora descreveu os militantes do grupo Fatah al-Islam, que estão no campo, como um “grupo terrorista”. “Eles têm que se entregar e entregar suas armas.” Mas membros do grupo não deram sinais de que vão atender ao pedido do premiê. “Nós não vamos nos entregar e vamos lutar até a última gosta de sangue”, disse um porta-voz dos militantes, Abu Salim, à agência de notícias France Presse. Segundo a correspondente da BBC no Líbano Kim Ghattas, mais quatro soldados libaneses envolvidos na ofensiva morreram neste sábado, elevando o total de mortes entre os membros do Exército para seis desde a última sexta-feira. Desde o início da ofensiva, há duas semanas, pelo menos 38 soldados, 60 militantes do Fatah Al-Islam e 20 civis morreram nos confrontos. Refugiados De acordo com a ONU, cerca de 25 mil dos 31 mil moradores originais do campo de refugiados fugiram. Acredita-se que os civis que permaneceram estejam passando por uma situação desesperadora, sem eletricidade ou acesso a tratamento médico, disse a correspondente da BBC. O Exército libanês acusa os militantes do Fatah Al-Islam de usar os civis como escudos.
Mas o ministro das Finanças do Líbano, Jihad Azour, disse que as forças do país estão realizando ataques de alta precisão para minimizar o número de vítimas fatais. “Sinal verde” Por sua vez, o ministro dos Negócios Parlamentares do Líbano, Michel Faraoun, disse à BBC que os militares receberam "sinal verde" para lidar com os militantes. Ele também disse que os principais grupos palestinos estão apoiando a ação do governo contra os militantes do Fatah al-Islam. Alguns membros do gabinete de governo do Líbano que são contra a Síria descreveram o Fatah al-Islam como um instrumento do serviço secreto sírio. Damasco nega qualquer ligação com o grupo. O confronto entre o Exército libanês e o Fatah al-Islam começou quando forças de segurança invadiram um prédio em Trípoli em busca de suspeitos de um assalto a banco. Os militantes atacaram, então, postos do Exército no campo de refugiados. Os militares responderam com artilharia pesada, e o episódio deu início aos piores combates internos do país desde o final da guerra civil, há 17 anos. Existem 12 campos de refugiados no Líbano que foram estabelecidos depois da criação de Israel em 1948. Militantes palestinos dentro do campo carregam armas e o Exército libanês, tradicionalmente, não entra nestes locais. |
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