|
Turquia convoca eleição direta para presidente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido do governo na Turquia convocou neste domingo eleições presidenciais diretas, depois que seu candidato foi novamente derrotado pela oposição em um pleito realizado no Parlamento. O único candidato à Presidência, o ministro das Relações Exteriores Abdullah Gul, decidiu renunciar à disputa. Ele disse que o correto a se fazer agora é deixar o povo turco escolher diretamente o próximo presidente. O principal partido da oposição, o secularista CHP, boicotou a votação no Parlamento neste domingo, impedindo que a sessão para escolha do novo presidente obtivesse quorum suficiente. A oposição acusa Gul de ter uma agenda islâmica para governar o país. O partido do governo, AK, protestou contra a oposição no parlamento, afirmando que o boicote foi "algo como disparar uma bala contra a democracia". O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, líder do AK, convocou eleições gerais para presidente para o dia 22 de julho. Ele disse que gostaria que o presidente servisse por, no máximo, dois mandatos de cinco anos, em vez de um mandato de sete anos. Já o mandato do parlamento deveria ser reduzido, segundo o premiê, de cinco para quatro anos. No sábado, milhares de turcos foram às ruas no oeste da Turquia para pedir que Gul renunciasse e que o sistema secular do país fosse mantido. A correspondente da BBC em Istambul Sarah Rainsford afirma que a principal questão agora é saber quem o partido do governo vai indicar como novo candidato, e se esse indicado terá ou não relações políticas com o Islã. '"Sem ressentimento' "Depois disso (...) minha candidatura está fora de questão. Eu não sinto ressentimento", disse Abdullah Gul, após as eleições frustradas no domingo. O Parlamento precisava atingir um quorum de 367 deputados – ou dois terços da casa – mas apenas 358 compareceram, informou o porta-voz parlamentar, Bulent Arinc. O AK tem 350 vagas no Congresso. A disputa pela Presidência expôs divisões grandes na Turquia. O Exército, que é considerado um dos guardiões da constituição secular do país, manifestou sua oposição a Gul, a quem acusam de ter uma agenda islâmica para governar o país. O ministro havia prometido aderir aos princípios seculares da República caso fosse eleito, mas sua promessa não foi suficiente para impedir protestos nas cidades de Manisa e Canakkale no sábado. Outras demonstrações em Ancara e Istambul já haviam levado mais de um milhão de pessoas às ruas contra ele. O mandato do atual presidente, Ahmet Necdet Sezer, termina no dia 16 de maio. Espera-se que as novas eleições presidenciais diretas ponham fim ao impasse político entre governo e oposição no país. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Parlamento da Turquia confirma eleições em julho03 de maio, 2007 | Notícias Partido do governo quer antecipar eleições na Turquia02 de maio, 2007 | Notícias Primeiro-ministro turco critica decisão de tribunal02 de maio, 2007 | Notícias Turquia prende 600 em protestos do Dia do Trabalho 01 de maio, 2007 | Notícias Bolsa e moeda da Turquia despencam em meio à crise política30 de abril, 2007 | Notícias Turquia tem mega-manifestação pró-secularismo29 abril, 2007 | BBC Report Ato pró-secularismo reúne dezenas de milhares na Turquia29 abril, 2007 | BBC Report Governo turco adverte militares por ingerência 28 de abril, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||