|
Turquia tem mega-manifestação pró-secularismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de milhares de pessoas participam neste domingo de uma manifestação em Istambul, na Turquia, pedindo que se mantenha a separação tradicional entre a religião e a política no país. A manifestação ocorre em meio a polêmica sobre a votação parlamentar que escolherá o próximo presidente. Em votação na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, do partido islâmico Justiça e Desenvolvimento, ficou a apenas dez votos de atingir a maioria necessária para ser eleito já em primeira votação. Um comunicado do Exército acusou o governo de tolerar o islamismo radical e prometeu defender o secularismo. Agenda islâmica A oposição acusa o partido Justiça e Desenvolvimento, no poder desde 2002, de ter uma suposta agenda islâmica, o que é negado pelo premiê Recep Tayyip Erdogan. Uma outra grande manifestação pelo secularismo já havia ocorrido há duas semanas na capital do país, Ancara, o que teria levado Erdogan a desistir de concorrer ao cargo de presidente e apontar Gul como seu candidato. Gul afirma estar comprometido com o Estado secular e disse que não abandonará sua candidatura, apesar das pressões da oposição e dos militares. No sábado, a União Européia advertiu as Forças Armadas, que no passado já promoveram golpes de Estado no país, a não intervir na política turca. O governo também advertiu os militares e disse que uma ingerência deles na política é “inaceitável em um regime democrático”. Sinal A correspondente da BBC na Turquia Sarah Rainsford diz que o Exército está enviando um sinal de que não aceitará a candidatura de Gul. Segundo ela, o comunicado do Exército na sexta-feira provocou uma comoção na Turquia. Muitos também acreditam que o comunicado é uma mensagem aos juízes da Corte Constitucional para declararem a votação inválida e dissolver o Parlamento controlado pelo Justiça e Desenvolvimento, segundo ela. O Exército promoveu três golpes de Estado no país nos últimos 50 anos – em 1960, em 1971 e em 1980, além de ter forçado em 1997 a saída do primeiro premiê de partido islâmico, Necmettin Erbakan. O secularista Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), que boicotou a votação de sexta-feira, disse que questionará a eleição presidencial porque o quórum para a votação não teria sido atingido. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Governo turco adverte militares por ingerência 28 de abril, 2007 | Notícias Milhares fazem protesto pró-secularismo na Turquia14 abril, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||