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Milhares fazem protesto pró-secularismo na Turquia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ao menos 150 mil pessoas participaram neste sábado de uma manifestação na capital da Turquia, Ancara, para pedir que a política e a religião permaneçam separadas. A manifestação, que ocorre dois dias antes do início do processo de escolha do novo presidente, teria como objetivo pressionar o atual primeiro-ministro, Recip Tayyip Erdogan, de um partido islâmico, a não se lançar candidato. Seus opositores o acusam de ter um projeto islâmico, o que ele nega. A manifestação ocorreu em frente ao mausoléu do mais reverenciado líder do país, Kemal Ataturk, que fundou a República turca como um Estado secular. Os manifestantes carregavam bandeiras nacionais e cartazes com fotos de Ataturk. Ameaça do radicalismo Recentemente aumentaram as especulações na Turquia de que o Partido Justiça e Desenvolvimento, de Erdogan, o indicaria como candidato a substituir o atual presidente, Ahmet Necdet Sezer, que deixa o cargo em maio. Se indicado, Erdogan quase certamente seria escolhido pelo Parlamento, onde seu partido tem uma ampla maioria. Sezer afirmou em um discurso na sexta-feira que a ameaça à Turquia do radicalismo islâmico é mais forte do que nunca. Um correspondente da BBC na Turquia diz que o governo de Erdogan promoveu uma série de reformas democráticas durante seus cinco anos no poder, mas os críticos do primeiro-ministro citam as tentativas de criminalizar o adultério e de indicar um presidente do Banco Central muçulmano como sinais do suposto projeto islâmico de Erdogan. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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