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Atualizado às: 03 de maio, 2007 - 11h44 GMT (08h44 Brasília)
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Parlamento da Turquia confirma eleições em julho
Abdullah Gul, ministro do Exterior turco
Gul é candidato do governo, mas a oposição não o aceita
O Parlamento da Turquia concordou nesta quinta-feira em convocar eleições-gerais para o dia 22 de julho, em uma tentativa de acabar com o impasse sobre a escolha do novo presidente turco pelos parlamentares.

A oposição está obstruindo o candidato do governo, o islamista moderado Abdullah Gul, atual ministro do Exterior, e afirma que ele não tem compromisso com os valores seculares do Estado turco.

O governo agora vai iniciar uma campanha por eleições diretas para presidente, para que ele deixe de ser escolhido pelo Parlamento e passe a ser eleito em voto direto pela população.

O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan propôs as eleições em junho depois que a Corte Suprema do país anulou a escolha de Gul pelo Parlamento.

O mandato do presidente turco Ahmet Necdet Sezer terminou no dia 16 de maio.

Quórum

Na terça-feira, a Corte Constitucional anulou a votação da sexta-feira passada para eleger o novo presidente.

A Corte acatou o argumento da oposição de que no primeiro turno da votação não havia quórum suficiente, ou seja, dois terços dos 550 parlamentares.

Um total de 361 parlamentares votou (357 em Gul), mas o quórum mínimo eram 367 votos, segundo a Corte.

Erdogan também afirmou ainda que dará continuidade ao segundo turno do pleito presidencial, mas é pouco provável que o seu candidato, Gul, consiga a maioria necessária.

Se Gul for nomeado presidente da Turquia, ele será o primeiro com raízes islâmicas e cuja esposa veste o véu islâmico para cobrir a cabeça.

Mas Erdogan e Gul negam ter um programa político islâmico, e Gul prometeu aderir aos princípios seculares se for eleito.

A ameaça ao secularismo no país causou um impacto negativo no mercado financeiro turco e levou milhares de pessoas às ruas de Istambul para protestar.

O secularismo é ainda observado de perto pelos países-membros da União Européia. Desde 2005, a Turquia negocia a entrada no bloco.

Manifestação na TurquiaEntenda
Turquia atravessa momento de crise política.
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