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Primeiro-ministro turco critica decisão de tribunal | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira que a decisão do Tribunal Constitucional de anular a eleição do novo presidente pelo Parlamento foi como "atirar contra a democracia". Na terça-feira, o tribunal aceitou o argumento da oposição de que não havia quorum para a votação e que seria necessária a presença de dois terços dos parlamentares no pleito para que o resultado fosse validado. O candidato único, o atual ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, que tem o apoio do governo, havia sido eleito pelo Parlamento na última sexta-feira. Partidos de oposição boicotaram a votação para evitar que Gul ocupasse a Presidência. A oposição acusa o candidato de ter uma pauta agenda secreta, muçulmana, e afirma que, se chegar à Presidência, Gul será uma ameaça à tradição secular da Turquia. O ministro nega a acusação. O partido AK, de Erdogan e Gul, pediu que o Parlamento convoque eleições gerais antecipadas para tentar resolver o impasse. O comitê constitucional do Parlamento propôs nesta quarta que as eleições sejam realizadas em 22 julho. "Impossível" Ao comentar a decisão do Tribunal Constitucional, Erdogan afirmou que, na prática, a medida torna impossível a eleição de um novo presidente pelo Parlamento. "A eleição de um presidente no Parlamento foi bloqueada... Este foi um tiro disparado contra a democracia", disse. No entanto, o partido AK, que tem suas raízes no Islã político, ainda planeja ir em frente com a votação parlamentar. Salih Kapusuz, importante membro do partido governista, disse que uma votação vai ocorrer no domingo e mais votações devem ocorrer nos dias 9, 12 e 15 de maio, se forem necessárias. Segundo correspondentes, o candidato do AK provavelmente não deve ganhar votos suficientes. Reformas A decisão de realizar uma eleição antecipada deve ser debatida pelo Parlamento e sancionada como lei. Erdogan afirma que gostaria que o presidente fosse eleito pelo povo, e não pelo Parlamento. A sugestão de Erdogan coincide com o surgimento de uma série de propostas de reformas eleitorais na Turquia, após a decisão do Tribunal Constitucional. O primeiro-ministro disse ainda que gostaria que o presidente ficasse no cargo por até dois mandatos de cinco anos, ao invés de um único mandato de sete anos. E sugeriu, para o Parlamento, mandatos de quatro anos, ao invés de cinco. Mas Erdogan também pediu por união em meio a profundas divisões a respeito da Presidência. Centenas de milhares de pessoas participaram no fim de semana, em Istambul, de uma manifestação de apoio ao secularismo na Turquia. "Interpretar a Turquia como se estivesse dividida em dois campos é um crime. Mesmo se nossas visões e estilos de vida são diferentes, somos uma nação e uma Turquia", disse o primeiro-ministro. |
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