|
Partido do governo quer antecipar eleições na Turquia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Partido turco AK, atualmente no governo, pediu ao Parlamento que aprove a antecipação das eleições gerais, em função da crise política no país. O pleito, marcado para novembro, seria antecipado para 24 de junho. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que caberia “ao povo turco resolver o problema” por meio do voto. A crise deve-se a nomeação do novo presidente do país – o mandato do presidente turco Ahmet Necdet Sezer terminou no dia 16 de maio. O ministro das Relações Exteriores, Abdullah Gul, do AK, candidatou-se para o cargo, mas foi boicotado pela oposição que o acusa de ter raízes islâmicas o que, segundo os oposicionistas, ameaçaria o secularismo no país. Quórum Na terça-feira, a Corte Constitucional anulou a votação da sexta-feira passada para eleger o novo presidente. A Corte acatou o argumento da oposição de que no primeiro turno da votação não havia quórum suficiente, ou seja, dois terços dos 550 parlamentares. Um total de 361 parlamentares votou (357 em Gul), mas o quórum mínimo eram 367 votos, segundo a Corte. Após o anúncio da anulação, o premiê Erdogan disse que a Constituição turca deveria ser alterada, a fim de permitir que o presidente seja eleito pelo voto popular em vez do parlamento. Erdogan também afirmou ainda que dará continuidade ao segundo turno do pleito presidencial, mas é pouco provável que o seu candidato, Gul, consiga a maioria necessária. Se Gul for nomeado presidente da Turquia, ele será o primeiro com raízes islâmicas e cuja esposa veste o lenço islâmico para a cabeça. Mas Erdogan e Gul negam ter um programa político islâmico, e Gul prometeu aderir aos princípios seculares se for eleito. A ameaça ao secularismo no país causou um impacto negativo no mercado financeiro turco e levou milhares de pessoas às ruas de Istambul para protestar. O secularismo é ainda observado de perto pelos países-membros da União Européia. Desde 2005, a Turquia negocia a entrada no bloco. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Turquia prende 600 em protestos do Dia do Trabalho 01 de maio, 2007 | Notícias Bolsa e moeda da Turquia despencam em meio à crise política30 de abril, 2007 | Notícias Turquia tem mega-manifestação pró-secularismo29 abril, 2007 | BBC Report Ato pró-secularismo reúne dezenas de milhares na Turquia29 abril, 2007 | BBC Report Governo turco adverte militares por ingerência 28 de abril, 2007 | Notícias Milhares fazem protesto pró-secularismo na Turquia14 abril, 2007 | BBC Report General turco quer ofensiva militar no norte do Iraque12 de abril, 2007 | Notícias Turquia condena sete à prisão perpétua por atentados em Istambul16 de fevereiro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||