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Candidatos à Presidência da França encerram campanha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais candidatos à Presidência da França encerram a campanha eleitoral para as eleições de domingo nesta sexta-feira. A última pesquisa de intenção de voto divulgada indica que o candidato do partido governista UMP, Nicolas Sarkozy, de centro-direita, mantém a liderança, com 29%. Ele continua à frente da candidata do Partido Socialista, Ségolène Royal, que tem 25% das intenções de voto. Conforme a sondagem, feita pelo instituto de pesquisas BVA, o candidato centrista François Bayrou, do partido UDF, perdeu alguns pontos, e soma 15% da preferência do eleitorado francês. No entanto, às vésperas da votação, pelo menos um terço dos eleitores franceses continuam indecisos. A expectativa é de que nenhum candidato obtenha o mínimo de 50% de votos, necessário para vencer no primeiro turno. Nesse caso, será realizado um segundo turno, no dia 6 de maio. Comícios Os candidatos fizeram seus últimos comícios na quinta-feira. No comício de encerramento de sua campanha, Sarkozy discursou para 12 mil pessoas em Marselha e tentou suavizar a imagem de durão que ganhou como Ministro do Interior. "Para unir o povo francês, para ser capaz falar pelo povo francês, para ser capaz de governar, você deve ser capaz de amar", disse Sarkozy, acompanhado no palco por ex-ministros e primeiros-ministros. O primeiro-ministro da Espanha, o socialista José Luis Zapatero, apareceu ao lado de Ségolène Royal em um comício em Toulouse. Ao som de rock, falando a cerca de 15 mil pessoas, a candidata, que pretende se tornar a primeira mulher a presidir o país, prometeu uma França "mais justa e mais forte". "Uma França que não discrimine um trabalhador em busca de emprego porque ele não tem a cor de pele certa, o nome certo, o endereço certo. Essa será a luta", disse Royal. Perto dali, na cidade de Pau, François Bayrou afirmou que a crescente tensão na França o preocupava. "Eu quero que a França seja segura e calma", disse. O líder da de extrema direita Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional (FN), fez seu comício em Nice, reduto eleitoral de seu partido na Riviera Francesa, e disse que "uma grande onda nacional vai varrer a oligarquia". Le Pen foi a surpresa do pleito de 2002, quando ultrapassou o candidato socialista e ficou em segundo lugar, disputando o segundo turno com Jacques Chirac. Neste ano, no entanto, ele aparece com apenas 13% da preferência dos votos, segundo a última pesquisa. Novidades Na reta final da campanha, um editorial do jornal Le Monde pediu aos eleitores que levem Sarkozy e Royal para o segundo turno. O editorial afirma que é importante que duas "visões divergentes da sociedade" estejam representadas no segundo turno. Segundo Oana Lungescu, correspondente da BBC e especialista em Europa, há mais de 1 milhão de novos eleitores registrados na França, o maior aumento dos últimos 25 anos. Muitos deles são jovens ou franceses que vivem no exterior, cujas intenções de voto são difíceis de prever, afirma Lungescu. Outra novidade neste ano é o uso de urnas eletrônicas em alguns municípios, que vem recebendo críticas dos socialistas e de outros partidos de oposição por ser supostamente pouco confiável. As urnas eletrônicas serão usadas por 1,5 milhão de eleitores franceses, menos de 4% do total. De acordo com Lungescu, de cada 10 eleitores, seis dizem não confiar nem na esquerda nem na direita para governar o país. |
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