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Perfil: Ségolène Royal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ségolène Royal apresenta à França a possibilidade inédita de uma mulher na Presidência. Mas Ségolène enfrentou resistência dentro do Partido Socialista para garantir a candidatura pela agremiação. Na página de sua campanha na internet, Ségolène oferece aos eleitores "cem idéias para restaurar a ambição comum, o orgulho e a fraternidade na França". No entanto, logo depois do lançamento do manifesto, um dos conselheiros econômicos de Ségolène, Eric Besson, renunciou ao cargo. Foi a última reviravolta em uma campanha já marcada por problemas, desde disputas dentro do partido até gafes diplomáticas. Hezbollah Entre as gafes atribuídas à candidata está o fato de, aparentemente, não se perturbar quando um parlamentar do Hezbollah fez um comentário contra Israel e os Estados Unidos durante uma visita dela ao Líbano. Além de lembrar de gafes como essa, os críticos da candidata lembram sua experiência de governo limitada como argumento para manter Ségolène fora da Presidência, cargo que na França significa poder real. Ségolène foi criticada pelos companheiros de seu próprio partido quando lançou sua candidatura à nomeação. Um deles, Laurent Fabius, que concorreu com ela, perguntou quem cuidaria de seus filhos. Mas a polêmica declaração acabou gerando simpatia à candidata. Rebelde Nascida em 1953 no Senegal, que era a África Ocidental Francesa, Ségolène Royal é um dos oito filhos de um ex-oficial de artilharia, Jacques Royal. Ele levou a família de volta à França no início dos anos 60, e a vida das crianças da família Royal não foi muito feliz. Ségolène lutou para conseguir educação superior, pois seu pai acreditava que mulheres não precisavam disso. Mas ele ficou orgulhoso dos feitos de sua filha. Ela foi admitida no elitista Instituto de Estudos Políticos de Paris, onde se formou em economia, e depois foi estudar na influente École Nationale d'Administration (ENA). Uma rebelde desde os 12 anos, ela entrou com um processo em 1972 contra seu pai por se recusar, depois da separação, a conceder o divórcio à sua mãe e pagar a pensão para manter a família e educar seus filhos. Ela venceu a causa apenas em 1981, um ano antes de seu pai morrer de câncer. Política Na ENA, a escola tradicional das autoridades francesas, Royal conheceu François Hollande, com quem vive até hoje e tem quatro filhos. Hollande lidera os socialistas e era visto como possível candidato. Ségolène se formou em 1980 e, junto com Hollande, foi conselheira do presidente socialista François Mitterrand. Eleita parlamentar pela região de Deux-Sevres, no oeste da França, em 1988, ela atualmente é premiê regional da região de Poitou-Charentes. Ela foi ministra do Meio Ambiente (1992-1993), vice-ministra da Educação (1997-2000) e vice-ministra da Família e Infância (2000-2001). Mas muitos alegam que Nicolas Sarkozy tem mais experiência. Além disso, segundo a correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt, a imprensa francesa de vez em quando presta atenção a coisas como o sapato que Ségolène vai usar ou não em uma viagem ao exterior. Isso deixa claras as dificuldades que ela poderia enfrentar se ocupasse o cargo mais alto do país. |
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