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Comportamento do Irã é 'imperdoável', afirma Bush | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, classificou neste sábado de "comportamento imperdoável" as ações do governo do Irã na crise aberta pela captura de 15 militares da Marinha britânica. Bush destacou o seu "forte apoio" ao governo da Grã-Bretanha, poucas horas depois de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ter rotulado o governo britânico de "arrogante e egoísta". Ahmadinejad voltou a repetir que as "forças de ocupação britânicas" teeriam invadido águas territoriais iranianas e que os soldados da guarda costeira do Irã mostraram "habilidade e coragem" no episódio. "O governo britânico, em vez de se desculpar e expressar arrependimento por suas ações, começou a alegar que nós é que estávamos errados e a gritar em diferentes fóros internacionais", disse o presidente do Irã, acrescentando que essa não é a forma "lógica e legal" de lidar com o assunto. Encontro com Lula Nos Estados Unidos, em discurso depois de um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Camp David, Bush disse em entrevista coletiva que o assunto é "sério porque os iranianos tiraram essas pessoas de águas territoriais iraquianas". "E isso é um comportamento imperdoável. Os iraquianos têm que libertar os reféns." Ainda no sábado, a ministra do Exterior da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, afirmou que o país busca uma solução "rápida e pacífica" para o impasse. Beckett disse que todos lamentam a situação, e ressaltou que o que a Grã-Bretanha quer é uma saída. No início da tarde, o embaixador iraniano em Moscou, Gholamreza Ansari, desmentiu ter dito a uma TV russa que os militares britânicos poderiam sofrer "ações legais" e ser "punidos" se forem comprovadas as acusações contra eles. Ele culpou um erro de tradução pela confusão. Segundo a agência oficial iraniana, o embaixador iraniano afirmou que as declarações dele foram distorcidas por um canal de televisão russo, que levou ao ar a informação de que os britânicos poderiam ser julgados por invadir as águas territoriais do Irã. Ele teria dito apenas que o o caso da detenção dos britânicos teria entrado em sua "fase legal". Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU chegou a um acordo para expressar "grave preocupação" pela ação iraniana de prender os militares britânicos, sem no entanto expressar uma condenação. Já a União Européia (EU) pediu, em uma nota assinada por todos os seus 27 ministros do Exterior, que o Irã liberte os militares imediatamente e sem impor condições. O especialista em Defesa da BBC, Paul Wood, disse que existe uma "teoria" segundo a qual os marinheiros britânicos foram capturados em obediência a uma ordem "procedente dos mais altos níveis do governo iraniano", o que torna a negociação "um jogo bastante diferente" para o Ministério britânico do Exterior.
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