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Atualizado às: 31 de março, 2007 - 13h30 GMT (10h30 Brasília)
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Militares britânicos 'poderiam ser julgados' no Irã
Militares britânicos presos no Irã
Possibilidade de julgar militares foi levantada outras vezes
Os 15 marinheiros britânicos capturados por autoridades iranianas poderiam ir a julgamento por "entrar em águas iranianas", disse um alto funcionário do governo iraniano neste sábado.

Segundo a agência oficial iraniana, o embaixador do país em Moscou, Gholamreza Ansari, disse a uma TV russa que os militares poderiam sofrer "ações legais" e ser "punidos" se forem comprovadas as acusações contra eles.

As declarações foram dadas no momento em que Londres aumenta a pressão diplomática sobre Teerã para obter a libertação dos militares.

A secretária britânica do Exterior, Margaret Betckett, confirmou ter enviado uma carta ao governo do Irã em resposta a um comunicado diplomático iraniano transmitido na quinta-feira.

O conteúdo da correspondência não foi divulgado, mas fontes do governo acreditam que a diálogo diplomático oferece a possibilidade de avançar nas negociações.

Troca de presos

O porta-voz do Departamento de Estados dos EUA, Sean McCormack, rejeitou a possibilidade de uma troca de presos, envolvendo os 15 militares britânicos e cinco agentes do governo iraniano presos em Irbil, no norte do Iraque, em janeiro.

Na versão americana, os cinco agentes foram detidos em uma operação na qual também foi encontrado material bélico, o que levou Washington a acusar o Irã de fornecer armas e tecnologia às milícias insurgentes que operam no Iraque.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU chegou a um acordo para expressar "grave preocupação" pela ação iraniana de prender os militares britânicos, sem no entanto expressar uma condenação.

Já a União Europeia (EU) pediu, em uma nota assinada por todos os seus 27 ministros do Exterior, que o Irã liberte os militares imediatamente e sem impor condições.

O especialista em Defesa da BBC, Paul Wood, disse que existe uma "teoria" segundo a qual os marinheiros britânicos foram capturados em obediência a uma ordem "procedente dos mais altos níveis do governo iraniano", o que torna a negociação "um jogo bastante diferente" para o Ministério britânico do Exterior.

Segundo o especialista, no ano passado o presidente americano, George W. Bush, ordenou secretamente que agentes iranianos supostamente trabalhando no Iraque deveriam ser capturados ou mortos, porque a coalizão acreditava que Teerã está "fomentando problemas" no país vizinho.

Patrulha

Uma idéia que pode ser explorada nas negociações diplomáticas entre a Grã-Bretanha e o Irã é o estabelecimento de mecanismos para patrulhar a zona entre as águas iranianas e iraquianas, onde os 15 militares da tripulação do HMS Cornwall foram detidos, no dia 23 de março.

As autoridades de Teerã dizem que os militares invadiram águas territoriais iranianas sem permissão e exigem um pedido de desculpas por parte do governo britânico.

A Grã-Bretanha, por sua vez, diz que os militares estavam em águas iraquianas e se negam a pedir perdão.


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