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Governador de Cochabamba aceita desistir de plebiscito | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador do departamento boliviano de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, disse que pode desistir de realizar um novo plebiscito para definir se os eleitores querem ou não a autonomia do departamento (Estado). A proposta de realização do referendo provocou protestos violentos por parte dos apoiadores do presidente Evo Morales, que já causaram duas mortes e feriram dezenas de pessoas na última semana. Refugiado no departamento de Santa Cruz, segundo ele devido à perseguição que vem sofrendo em Cochabamba, Reyes Villa afirmou que, no momento, não pretende levar adiante a idéia de um novo referendo. Disse também que, apesar das garantias recebidas, não iria a Cochabamba negociar, como foi pedido por líderes de movimentos sociais. O governador afirmou que não se preocupa com a sua segurança, mas disse que sua presença poderia instigar a violência e afetar a população. La Paz Nesta segunda-feira, as manifestações se intensificaram em La Paz, com a interrupção do trânsito entre as cidades de El Alto e La Paz. Movimentos sociais decidiram dar um prazo de 48 horas para que o governador de La Paz, José Luiz Paredes, renuncie ao cargo. Paredes anunciou que, com outros governadores de oposição, havia resolvido que caso um deles renunciasse, todos os outros o seguiriam e o presidente Evo Morales teria de fazer o mesmo. Autonomia Reyes Villa é um dos muitos governantes bolivianos que estão exigindo mais autonomia e uma maior independência do governo central. Como em julho do ano passado já foi realizado referendo neste sentido, e seus moradores votaram pelo “não” à proposta de independência administrativa, econômica e política do governo central, a intenção do governador de realizar um novo referendo provocou a revolta dos seguidores do presidente Morales, que iniciaram os protestos exigindo a renúncia de Reyes Villa. O governo de Morales responsabiliza Reyes Villa pela crise política. |
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