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Atualizado às: 13 de janeiro, 2007 - 07h24 GMT (04h24 Brasília)
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Morales propõe referendo para revogar mandatos
O presidente da Bolívia, Evo Morales
Morales convocou uma reunião de emergência devido aos confrontos registrados em Cochabamba
Depois de uma reunião de emergência devido aos violentos confrontos registrados em Cochabamba nesta semana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs a realização de um referendo para revogar os mandatos de governantes eleitos pelo voto popular.

A nova lei valeria para seu próprio mandato como presidente e para o de prefeitos e governadores.

Segundo analistas, esse projeto de lei daria uma ferramenta às autoridades leais ao governo para retirar do poder governantes de oposição.

A reunião de emergência foi realizada no gabinete do presidente Morales.

Violência

A violência em Cochabamba, localizada a 440 quilômetros de La Paz, já dura cinco dias.

Apoiadores e opositores do presidente vêm se enfrentando em violentos confrontos, que já deixaram dois mortos e dezenas de feridos.

Um dos mortos era um cocaleiro que apoiava Morales; e o outro, um jovem oposicionista, segundo a imprensa boliviana.

O presidente disse que a Justiça será feita e pediu a seus partidários que não busquem vingança.

Nesta sexta-feira, a cidade havia recuperado a calma.

O presidente ordenou que forças militares resguardassem pontes, ruas e os principais prédios da cidade.

Autonomia

Os confrontos começaram na segunda-feira. Camponeses e produtores de folha de coca (os cocaleiros) que apóiam Morales ocuparam a cidade em manifestações pedindo a renúncia do governador Manfred Reyes Villa, que é de oposição.

Durante os confrontos, parte do prédio da prefeitura foi incendiada e estradas de acesso à cidade foram bloqueadas.

Reyes é um dos muitos governantes bolivianos que estão exigindo mais autonomia e uma maior independência do governo central.

O governador decidiu convocar um referendo para perguntar se os habitantes querem ou não a autonomia do departamento (Estado).

Mas, como em julho já foi realizado referendo neste sentido, e seus moradores votaram pelo “não” à proposta de independência administrativa, econômica e política do governo central, seguidores do presidente Morales iniciaram os protestos.

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