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Morales propõe referendo para revogar mandatos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de uma reunião de emergência devido aos violentos confrontos registrados em Cochabamba nesta semana, o presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs a realização de um referendo para revogar os mandatos de governantes eleitos pelo voto popular. A nova lei valeria para seu próprio mandato como presidente e para o de prefeitos e governadores. Segundo analistas, esse projeto de lei daria uma ferramenta às autoridades leais ao governo para retirar do poder governantes de oposição. A reunião de emergência foi realizada no gabinete do presidente Morales. Violência A violência em Cochabamba, localizada a 440 quilômetros de La Paz, já dura cinco dias. Apoiadores e opositores do presidente vêm se enfrentando em violentos confrontos, que já deixaram dois mortos e dezenas de feridos. Um dos mortos era um cocaleiro que apoiava Morales; e o outro, um jovem oposicionista, segundo a imprensa boliviana. O presidente disse que a Justiça será feita e pediu a seus partidários que não busquem vingança. Nesta sexta-feira, a cidade havia recuperado a calma. O presidente ordenou que forças militares resguardassem pontes, ruas e os principais prédios da cidade. Autonomia Os confrontos começaram na segunda-feira. Camponeses e produtores de folha de coca (os cocaleiros) que apóiam Morales ocuparam a cidade em manifestações pedindo a renúncia do governador Manfred Reyes Villa, que é de oposição. Durante os confrontos, parte do prédio da prefeitura foi incendiada e estradas de acesso à cidade foram bloqueadas. Reyes é um dos muitos governantes bolivianos que estão exigindo mais autonomia e uma maior independência do governo central. O governador decidiu convocar um referendo para perguntar se os habitantes querem ou não a autonomia do departamento (Estado). Mas, como em julho já foi realizado referendo neste sentido, e seus moradores votaram pelo “não” à proposta de independência administrativa, econômica e política do governo central, seguidores do presidente Morales iniciaram os protestos. |
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