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Morales busca apoio militar para preservar unidade da Bolívia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou nesta segunda-feira as Forças Armadas e a população para "defender a pátria" frente aos movimentos cívicos de quatro departamentos (Estados) que pretendem ganhar autonomia. "Quero pedir e convocar ao povo boliviano, aos 9 milhões de habitantes, a defender a pátria e a identificar os inimigos internos, e as Forças Armadas, cumprindo seu mandato constitucional, a defender a pátria e a sua integridade", disse Morales, durante um evento de graduação de cadetes das três forças militares do país. A declaração foi feita horas depois de os governadores dos departamentos de Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando decidirem convocar assembléias para discutir a autonomia no próximo dia 15. Depois de uma reunião encerrada na madrugada desta segunda-feira na cidade de Santa Cruz, os quatro governadores anunciaram a criação de uma Junta Autônoma e Democrática da Bolívia, que terá a missão de garantir "as autonomias plenas". No entanto, não explicaram de que maneira isso será feito. Em um referendo realizado em julho, o "Sim" à autonomia ganhou nesses quatro departamentos. Isso significaria que os governantes desses departamentos teriam maior controle sobre questões políticas e econômicas. Em todo o país, 58% dos eleitores votaram contra a autonomia. Constituinte A aplicação desse regime de autonomias, no entanto, depende da Assembléia Constituinte, que ainda não conseguiu iniciar a redação de uma nova Carta Magna por divergências na discussão de seu regulamento. O conflito começou no dia 15 de novembro, quando o MAS (Movimento ao Socialismo, o partido de Morales) decidiu que a nova Carta Magna seria aprovada por maioria absoluta, e não por dois terços de votos, como querem os governadores e movimentos cívicos. Essa regra excluiria a oposição, já que o governo tem maioria na Câmara. Como resposta, a oposição declarou uma greve de fome que, segundo os organizadores, já envolve mais de 2 mil manifestantes na Bolívia. Morales já afirmou que os governadores "têm outros interesses" por trás de sua demanda pela aprovação por dois terços. Segundo o presidente boliviano, esses governadores querem a independência dos departamentos, e por isso iniciaram ações em protesto contra as regras de aprovação da nova Constituição. Em resposta às declarações de Morales nesta segunda-feira, o comandante das Forças Armadas, Wilfredo Vargas, afirmou que "a missão de cada soldado boliviano é manter a Bolívia íntegra e intacta", segundo a agência de notícias local ANF. Esse impasse ocorre em um momento em que governo e oposição pareciam próximos de um acordo. No domingo, o principal partido de oposição, o Podemos, comandado pelo ex-presidente Jorge Quiroga, havia anunciado a suspensão da greve de fome de seus senadores e deputados para não prejudicar o trabalho do Congresso e da Constituinte. |
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