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Atualizado às: 13 de janeiro, 2007 - 18h46 GMT (16h46 Brasília)
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Parlamento da Somália aprova lei marcial
soldado somali
Governo afirma ter tomado reduto rebelde
O Parlamento da Somália aprovou neste sábado uma proposta do governo interino para instaurar a lei marcial no país.

A medida foi aprovada por 154 votos. Apenas dois parlamentares votaram contra a lei de exceção que, segundo um comunicado oficial, dá poderes ao governo de tomar "todas as ações necessárias para garantir a segurança no país".

Duas semanas após ter conseguido expulsar os militantes da União das Cortes Islâmicas (UCI) da capital Mogadíscio com a ajuda do Exército da vizinha Etiópia, o presidente interino, Abdullahi Yusuf, está tentando restabelecer a sua autoridade no país.

De acordo com informações oficiais, forças somalis tomaram Ras Kamboni, supostamente a última base que ainda estava em poder da UCI.

Na sexta-feira, Yusuf teria conseguido convencer líderes de milíciais a entregar as suas armas e se integrar ao Exército nacional, embora o acordo tenha sido ofuscado pela ocorrência de confrontos entre tropas do governo e militantes leais a um dos líderes que aceitaram o desarmamento.

Neste sábado, mais nove pessoas morreram em confrontos entre clãs rivais em Biyo-Adde, no centro da Somália.

Lei Marcial

Válida por três meses, a lei marcial permite, por exemplo, que o presidente proíba manifestações e a disseminação de propaganda política.

A Somália não tem um governo de fato desde que líderes de clãs locais derrubaram Mohamed Siad Barre em 1991 e depois voltaram-se uns contra os outros.

O governo interino foi formado no Quênia em 2004 e retornou à Somália em 2005, mas sem condições de segurança para se instalar em Mogadíscio, acabou se instalando em Baidoa, ao norte da capital.

Até o envolvimento da Etiópia, a administração interina estava praticamente impotente diante da UCI, que expulsou milícias de Mogadíscio e passou a controlar a cidade até ser forçada a recuar pela Etiópia.

A medida também dá respaldo legal à presença de tropas etíopes na Somália - o que desperta ressentimento em parte da população somali.

Ataques dos EUA

No início da semana, os Estados Unidos lançaram bombardeios aéreos contra posições da milícia islâmica, a quem acusa de proteger integrantes da Al-Qaeda suspeitos de envolvimento em ataques a embaixadas americanas no leste da África.

A UCI nega a acusação.

Os ataques, que não acertaram nenhum dos três principais alvos, foram critricados por governos da região e agências humanitárias como a britânica Oxfam. Segundo a ONG, pelo menos 70 civis morreram nos ataques.

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