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Presidente da Somália visita Mogadíscio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente interino da Somália, Abdullahi Yusuf, chegou nesta segunda-feira à capital do país, Mogadíscio, na sua primeira visita à cidade desde que ela foi retomada das mãos da milícia União das Cortes Islâmicas. A cidade permaneceu em poder dos rebeldes por seis meses até ser reconquistada pelas forças do governo interino, com a ajuda do Exército da Etiópia. Um porta-voz de Yusuf disse que a aeronave do presidente aterrissou no aeroporto de Mogadíscio e o mandatário seguiu para o antigo palácio presidencial, em meio a um forte esquema de policiamento. Seu governo de transição, estabelecido há dois anos, não pode se instalar na capital por causa da falta de segurança criada primeiro por comandantes rivais de milícias e depois pela União das Cortes Islâmicas.
Não foi esclarecido se Yusuf pretende permanecer na cidade. O paradeiro dos líderes da União das Cortes Islâmicas é desconhecido. Autoridades no Iêmen disseram que vários deles buscaram abrigo no país. Tanto o Iêmen como os Estados Unidos pediram ao presidente Yusuf que envolva muçulmanos moderados em um futuro acordo político. Mas a proposta não agrada a alguns líderes da Somália. Eles dizem que o governo de transição já é suficientemente inclusivo e eles consideram a União das Cortes Islâmicas irrelevante e já dissolvida. Desarmamento Yusuf e o primeiro-ministro, Mohammed Ali Ghedi, estão no palácio presidencial no sul da cidade para discussões com líderes de clãs sobre os problemas do processo de desarmamento do país. Há muitas armas em circulação na capital e, desde que foi eleito presidente interino do país em 2004, Yusuf sempre disse que era perigoso demais para ele estabelecer o governo em Mogadíscio. Enquanto isso, diplomatas discutem a formação de uma força de paz africana, e a Etiópia está ansiosa para retirar, em semanas, as suas tropas da Somália. Muitos combatentes da milícia islâmica estão escondidos, embora ainda existam notícias de combates envolvendo forças etíopes perto da fronteira com o Quênia, em Ras Kamboni. |
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