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Atualizado às: 04 de janeiro, 2007 - 03h52 GMT (01h52 Brasília)
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Marinha americana patrulha a costa da Somália
Refugiados somalis
Um porta-voz do governo do Quênia disse que refugiados legítimos podem entrar no país
Navios de guerra da marinha americana foram deslocados para a costa da Somália para impedir a fuga de líderes das milícias islâmicas derrotadas por tropas somalis.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, Washington está trabalhando em conjunto com os países vizinhos da Somália para impedir que islâmicos ligados a organizações terroristas deixem o país.

Os EUA e a Etiópia acusam a União das Cortes Islâmicas (UCI) - grupo que controlou a maior parte da Somália nos últimos seis meses e trouxe um certo de grau de estabilidade a áreas anteriormente tomadas pela anarquia - de ligações com organizações terroristas, entre elas a Al Qaeda. A acusação é negada pela UCI.

"Temos a preocupação de que nenhum líder que seja membro da União das Cortes Islâmicas, que tem ligações com organizações terroristas, incluindo a Al Qaeda, possa fugir da Somália", disse McCormack.

Os islâmicos foram expulsos na última semana por tropas do governo transitório da Somália, com o apoio de forças etíopes fortemente armadas.

Quênia

Nesta quarta-feira, o Quênia já havia anunciado o fechamento da fronteira com a Somália. Tanques e helicópteros foram enviados para patrulhar a fronteira e garantir o fechamento.

O ministro das Relações Exteriores do Quênia, Raphael Tuju, disse que nenhum refugiado poderia mais entrar em território queniano.

Mais tarde, porém, o porta-voz do governo queniano, Alfred Mutua, disse à BBC que o país estava permitindo a entrada de refugiados legítimos.

"Estamos conduzindo um trabalho de segurança amplo e rigoroso para impedir a entrada de pessoas carregando armas e de milicianos islâmicos", disse o porta-voz.

"Esse trabalho está provocando atrasos, mas nós estamos assegurando que todos que venham como refugiados (...) nós estamos levando essas pessoas para um campo dentro do Quênia, administrado pela Organização das Nações Unidas", afirmou Mutua.

Deportações

O porta-voz queniano negou informações anteriores sobre a deportação de 600 refugiados somalis, a maioria deles mulheres e crianças.

Uma porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados disse que a agência teve o acesso ao campo de Liboi, na fronteira com a Somália, negado por autoridades quenianas.

Segundo essa porta-voz, testemunhas afirmaram que refugiados somalis estavam sendo deportados em caminhões do governo queniano.

Em uma declaração, o chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Antonio Guterres, afirmou que civis somalis deveriam ter o direito de buscar asilo no Quênia.

Estabilização

Há relatos de combates próximos à fronteira queniana entre tropas somalis e etíopes e os milicianos islâmicos.

Nesta quarta-feira, forças somalis e etíopes capturaram a cidade de Doble, na fronteira, um dos últimos redutos das milícias islâmicas.

Entre 600 e 700 milicianos fugiram da cidade na noite de terça-feira, segundo o correspondente da BBC.

O primeiro-ministro da Somália, Ali Mohamed Ghedi, disse acreditar que os piores combates já passaram e que o foco agora deve ser como estabilizar o país.

Negociações diplomáticas continuam em andamento para tentar resolver a crise na Somália.

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, vai à Etiópia nesta quinta-feira para discutir a possível contribuição de tropas ugandenses para uma planejada força de paz africana para a Somália.

Em Bruxelas, após um encontro entre autoridades de vários países da União Européia, o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, pediu a retirada das tropas da Etiópia e a criação de um processo de paz que inclua todas as facções somalis.

Miliciano somaliSomália
Conheça os detalhes do conflito no país do leste africano.
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