|
Centenas protestam na Somália contra forças etíopes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de pessoas foram às ruas da capital da Somália, Mogadíscio, neste sábado, para protestar contra a presença das forças da Etiópia, que estão no país apoiando o governo interino. Testemunhas disseram que as forças de segurança atiraram para o ar para tentar dispersar a multidão. Os manifestantes queimavam pneus e atiravam pedras. Pelo menos um civil morreu e vários outros ficaram feridos por tiros, mas não está claro quem foram os responsáveis. O pai de um garoto de 13 anos disse à agência de notícias AFP que o menino morreu quando as forças de segurança atiraram contra os manifestantes. "Os soldados do governo e da Etiópia atiraram para dispersar a multidão e o meu filho foi atingido por uma bala", disse Omar Halame Rage à AFP. A polícia somali disse que os manifestantes jogaram pedras contra as forças governamentais, o que teria levado aos tiros, segundo a polícia, em defesa própria. Os protestos deste sábado são a terceira manifestação em Magadíscio desde que os soldados somalis e etíopes tomaram o controle da cidade no dia 28 de dezembro, derrubando as milícias islâmicas que estavam na capital desde junho. Desarmamento O governo adiou nesta semana um programa de desarmamento forçado para a capital. Chefes do maior clã de Mogadíscio reclamaram que o programa não iria ser implementado fora da capital. O prazo final original para a entrega de armas foi na quinta-feira, mas poucas pessoas o fizeram. Observadores dizem que a capital está cheia de armas e que a violência aumentou desde que as forças lideradas pela Etiópia derrubaram as milícias islâmicas. Força de paz Na sexta-feira, o presidente interino da Somália, Abdullahi Yusuf, pediu que a força de paz da União Africana autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU seja enviada rapidamente ao país. Ele disse que há uma chance real de avanço político na Somália, que vive em clima de violência por 15 anos. Os Estados Unidos concordaram em fornecer U$ 10 milhões para uma força de paz de 8 mil integrantes - parte de um total de U$ 40 milhões prometidos para o país. O primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, disse que quer que os soldados etíopes deixem a Somália dentro de semanas. O Quênia fechou suas fronteiras com a Somália por causa da atual crise, apesar de críticas da agência de refugiados da ONU. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Reunião nesta sexta tenta estabilizar situação na Somália05 de janeiro, 2007 | Notícias Al-Qaeda faz apelo para insurreição na Somália05 de janeiro, 2007 | Notícias Marinha americana patrulha a costa da Somália04 de janeiro, 2007 | Notícias Quênia fecha fronteira e deporta refugiados somalis03 de janeiro, 2007 | Notícias Tropas da Somália tomam reduto de milícia islâmica01 de janeiro, 2007 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||