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Cruz Vermelha pára trabalho em Bagdá após seqüestro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Cruz Vermelha interrompeu suas operações em Bagdá nesta segunda-feira, um dia após o seqüestro de quase 30 pessoas de seus escritórios na capital iraquiana. Um representante do Crescente Vermelho (a denominação da Cruz Vermelha nos países muçulmanos) disse que 13 pessoas já haviam sido libertadas pelos seqüestradores. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha pediu a libertação imediata dos funcionários e visitantes que permanecem como reféns. A organização disse que os funcionários capturados oferecem apoio vital para a população iraquiana. Os funcionários estrangeiros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha foram retirados do Iraque há três anos, após sua sede ser alvo de um bombardeio. Segundo o Crescente Vermelho iraquiano, seus escritórios nas demais cidades do país continuam abertos normalmente. O Crescente Vermelho iraquiano é a maior organização humanitária do país e a única presente nas suas 18 províncias, com cerca de mil funcionários e 200 mil voluntários. A organização já foi anteriormente alvo de ataques de insurgentes. Na sexta-feira o Crescente Vermelho acusou o Exército dos Estados Unidos de atacar seus escritórios e seus veículos. Disfarce No domingo, homens armados levaram cerca de 30 pessoas, todos homens, dos escritórios da agência humanitária. Usando uniformes semelhantes aos do comando especial do Ministério do Interior, eles chegaram ao local em um grande comboio de veículos da polícia iraquiana e invadiram o escritório do Crescente Vermelho, dizendo que foram enviados para checar o local. Logo após entrar no prédio, eles separaram os homens das mulheres. Três guardas iraquianos da embaixada da Holanda, localizada nas proximidades do escritório do Crescente Vermelho, também foram levados. O Ministério do Interior informou que nenhuma de suas unidades estava trabalhando na área no momento do crime. Resgate Este é o mais recente de uma série de seqüestros que vêm sendo registrados no Iraque. Na quinta-feira, homens com uniformes militares seqüestraram cerca de 70 pessoas em uma área comercial em Sanak, também em Bagdá. Pelo menos 20 foram libertados em seguida. Muitos seqüestros têm sido atribuídos às milícias xiitas, disfarçadas de unidades de comando da polícia iraquiana. Porém, também existem suspeitas de que integrantes das milícias estejam infiltrados na polícia, segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir. Gangues criminosas em busca de resgates também estão entre os responsáveis pelos seqüestros. |
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