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Bush defende demora para nova estratégia no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que não vai apressar sua decisão sobre como mudar a estratégia americana para o Iraque. Bush afirmou que está aceitando conselhos mas que não irá implementar "idéias que levariam à derrota", tais como "partir (do Iraque) antes que o serviço esteja terminado". Falando a repórteres em Washington, depois de uma reunião com altos funcionários do Pentágono, o presidente americano disse que não iria desistir do objetivo de tentar transformar o Iraque em uma democracia estável. Bush disse ainda que gostaria de dar ao novo secretário de Defesa, Robert Gates (que substitui Donald Rumsfeld), a oportunidade de participar da nova estratégia. Este seria um dos motivos da demora em apresentar as mudanças. Relatório Na semana passada, o aguardado relatório encomendado pelo governo americano ao Grupo de Estudos sobre o Iraque foi divulgado e pediu ações urgentes para evitar que o Iraque “escorregue em direção ao caos”. O relatório apresentou 79 recomendações, entre elas a de que as tropas americanas poderiam ser retiradas do Iraque até 2008. Bush reconheceu a necessidade de uma nova estratégia, mas até agora não aceitou as sugestões principais do documento – entre as quais está a inclusão de Irã e Síria no debate. Esperava-se que o presidente anunciasse uma nova estratégia já na semana passada, mas na terça-feira a Casa Branca disse que não vai anunciar nenhuma mudança em sua política para o Iraque até o Ano Novo. Violência O presidente americano admitiu que o nível de violência no Iraque desde a invasão liderada pelos EUA em 2003 tem sido "horrível". Bush afirmou que, nos últimos três meses, as forças americanas e iraquianas mataram ou capturaram cerca de 5,9 mil insurgentes. No entanto, segundo o presidente americano, "o inimigo está longe de ser derrotado". Nesta quarta-feira, uma nova onda de ataques deixou pelo menos 41 mortos no Iraque, um dia depois de a explosão de um carro-bomba ter deixado pelo menos 70 mortos em Bagdá. Militantes sunitas são apontados como culpados pela onda de ataques contra a maioria xiita iraquiana nas últimas semanas. No dia 23 de novembro, mais de 200 pessoas morreram em uma série de explosões em Cidade Sadr. O mês de novembro foi o mais sangrento desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. |
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