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Dez morrem em mais um dia de violência no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um carro-bomba explodiu nesta quarta-feira em um subúrbio ao leste de Bagdá, matando pelo menos dez pessoas e ferindo 25, em mais um dia de violência no Iraque. O ataque desta quarta-feira ocorreu no subúrbio de Kamaliya, de maioria xiita. De acordo com autoridades iraquianas, o carro-bomba explodiu perto de uma mesquita, em uma região que costuma ficar lotada pela manhã com trabalhadores em busca de empregos. Muitos iraquianos evitam lugares lotados, que são cada vez mais alvo de atentados. Mas, segundo correspondentes, a necessidade de trabalho faz com que muitas pessoas estejam preparadas para enfrentar o risco. Os homens-bomba vêm atraindo vítimas para perto de si com falsas promessas de emprego. O ataque acontece um dia depois de explosões violentas que mataram pelo menos 70 pessoas no centro da capital iraquiana. O atentado de terça-feira aconteceu em um subúrbio de Sadr City, onde xiitas também tentavam conseguir um dia de trabalho. Militantes sunitas são apontados como culpados pela onda de ataques contra a maioria xiita iraquiana nas últimas semanas. No dia 23 de novembro, mais de 200 pessoas morreram em uma série de explosões em Sadr City. Violência O mês de novembro foi o mais sangrento desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. A escalada da violência aumentou a pressão para que os Estados Unidos apresentem uma nova estratégia para o Iraque. Na semana passada, o aguardado relatório encomendado pelo governo americano foi divulgado e pediu ações urgentes para evitar que o Iraque “escorregue em direção ao caos”. O relatório apresentou 79 recomendações. O presidente americano, George W. Bush, reconheceu a necessidade de uma nova estratégia, mas até agora não aceitou as sugestões principais do documento – entre elas a inclusão de Irã e Síria no debate. Na terça-feira, a Casa Branca disse que não vai anunciar nenhuma mudança em sua política para o Iraque até o Ano Novo. |
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