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Atualizado às: 16 de dezembro, 2006 - 14h25 GMT (12h25 Brasília)
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EUA devem aumentar tropas no Iraque, diz fonte oficial
Soldado americano em Bagdá
Cerca de 3 mil soldados americanos foram mortos desde 2003
O presidente George W. Bush pode elevar o número de soldados americanos no Iraque em 2007, segundo um integrante do governo, que pediu para não ter sua identidade revelada.

Segundo ele, podem ser enviados até 25 mil novos soldados para o Iraque para ajudar a reduzir a violência no país.

A declaração vem um dia após o republicano John McCain pedir o envio de outros 30 mil soldados para o Iraque.

Bush deveria anunciar os próximos passos dos Estados Unidos no Iraque na semana que vem, mas seu pronunciamento foi adiado para janeiro.

Ele está realizando uma série de reuniões com altas autoridades americanas e iraquianas, além de especialistas, para determinar as mudanças em sua política.

Nova estratégia?

Segundo o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, a fonte da administração Bush disse que a missão de tropas extras seria dividida para ajudar em três problemas.

Serviria para aumentar a segurança em Bagdá, que diariamente registra explosões de carros-bomba e seqüestros.

A missão também faria um novo esforço para reprimir a insurgência na província de Anbar e combater as milícias responsáveis por grande parte da violência sectária no país.

Os comentários parecem dar o tom da nova estratégia de Bush no Iraque, na opinião do correspondente da BBC.

Brookes diz que a idéia de aumentar o número de soldados para um último esforço de conter a violência crescente foi bastante discutida em Washington recentemente.

Reconciliação

No Iraque, está sendo realizada neste fim de semana uma conferência nacional de reconciliação para tentar diminuir a violência sectária que faz cada vez mais vítimas no país.

Entre os 300 delegados convidados estão representantes de grupos contrários ao governo iraquiano, incluindo o partido Baath, do ex-presidente Saddam Hussein.

Porém, os insurgentes radicais sunitas e a principal organização de clérigos sunitas decidiram boicotar o encontro.

Em um discurso, o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, disse que o problema das milícias tem de ser resolvido.

Pelo menos 100 pessoas estão sendo assassinadas por dia em Bagdá e nas imediações da capital iraquiana.

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