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Bagdá tem 15 mortos em mais um dia de violência sectária | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três ataques com carros-bomba em Bagdá mataram ao menos 15 pessoas nesta quarta-feira, um dia após a explosão de um carro-bomba ter deixado pelo menos 70 mortos. Dois dos ataques, ocorridos simultaneamente, atingiram trabalhadores que procuravam emprego no subúrbio de Jadida, um bairro religioso misto de Bagdá. Pelo menos cinco pessoas morreram e dez ficaram feridas. De acordo com policiais ouvidos pela agência de notícias France Presse, os ataques podem ter sido feitos em represália aos atentados anteriores contra trabalhadores xiitas. Antes dos ataques simultâneos, um carro-bomba havia explodido no subúrbio de Kamaliya, de maioria xiita, matando pelo menos dez pessoas e ferindo 25. De acordo com autoridades iraquianas, o carro-bomba explodiu perto de uma mesquita, em uma região que costuma ficar lotada pela manhã com trabalhadores em busca de empregos. Na terça-feira, ao menos 70 pessoas foram mortas após a explosão de um carro-bomba em Cidade Sadr, onde xiitas também tentavam conseguir um dia de trabalho. Muitos iraquianos evitam lugares lotados, que são cada vez mais alvo de atentados. Mas, segundo correspondentes, a necessidade de trabalho faz com que muitas pessoas enfrentem o risco. Os homens-bomba vêm atraindo vítimas para perto de si com falsas promessas de emprego. No norte do Iraque, homens-bomba atacaram nesta quarta-feira uma base militar na cidade de Riyadh, matando pelo menos sete soldados iraquianos. A base fica a 60 quilômetros ao sul da cidade de Kirkuk, disputada por curdos, árabes e turcos interessados nas terras ricas em petróleo ao redor. Violência Militantes sunitas são apontados como culpados pela onda de ataques contra a maioria xiita iraquiana nas últimas semanas. No dia 23 de novembro, mais de 200 pessoas morreram em uma série de explosões em Sadr City. O mês de novembro foi o mais sangrento desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. A escalada da violência aumentou a pressão para que os Estados Unidos apresentem uma nova estratégia para o Iraque. Na semana passada, o aguardado relatório encomendado pelo governo americano foi divulgado e pediu ações urgentes para evitar que o Iraque “escorregue em direção ao caos”. O relatório apresentou 79 recomendações. O presidente americano, George W. Bush, reconheceu a necessidade de uma nova estratégia, mas até agora não aceitou as sugestões principais do documento – entre elas a inclusão de Irã e Síria no debate. Na terça-feira, a Casa Branca disse que não vai anunciar nenhuma mudança em sua política para o Iraque até o Ano Novo. O segundo mais alto comandante americano no Iraque, comandante-general Peter Chiarelli, disse na terça-feira que a redução do desemprego e a melhora nos serviços podem ajudar a diminuir a violência no país. Chiarelli, que está saindo do Iraque, afirmou que a força militar não pode resolver a situação sozinha. |
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