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Curdistão é opção de turismo seguro no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Espetaculares paisagens montanhosas, milhares de anos de história, um clima seco e temperado durante a maior parte do ano, comida barata e até álcool em abundância. Se esses parecem ingredientes ideais para um feriado, talvez você deva considerar o norte do Iraque. Poucos estrangeiros sabem, mas essa é uma região iraquiana que vem desfrutando de paz e estabilidade enquanto o resto do país está envolvido em violência. O Curdistão iraquiano vem sendo auto-administrado pelos curdos desde 1991, após a primeira guerra do Golfo Recorde Depois da queda de Saddam Hussein, em 2003, a região tem prosperado, tendo recebido uma grande quantidade de negócios estrangeiros interessados em estar em território iraquiano e, ao mesmo tempo, evitando os seus perigos. Agora, o governo da região espera começar a atrair turistas estrangeiros. Irbil, a maior cidade do Curdistão, é vibrante e repleta de prédios novos. No meio da cidade, no alto de uma montanha, fica a Cidadela de Irbil. Alguns arqueologistas acreditam que esta fortaleza avermelhada é o lugar continuamente habitado há mais tempo no planeta, cerca de 8 mil anos. As pessoas ainda vivem e trabalham lá, mas existem planos para transformá-la em uma das maiores atrações turísticas do Curdistão iraquiano. Muitos iraquianos já passam suas férias lá. "A cidade é realmente linda e pacífica. Não há terroristas ou bombas", diz Sami Abdul Rahman Park, morador de Bagdá que passou alguns dias em Irbil. "Aqui temos mais liberdade para circular", diz o major americano Neil Kettering. "As pessoas daqui não olham para nós como invasores. Eles entendem porque estamos aqui. O Curdistão é o que imaginávamos que todo o Iraque seria após a queda de Saddam." Montanhas Muitos acreditam, no entanto, que a destinação turística mais atraente do Curdistão iraquiano fica fora de Irbil. As enormes montanhas que compõem o cenário da região se tornaram nas últimas décadas um destino popular para os iraquianos desejosos de escapar do intenso calor do verão.
A estrada que liga Irbil e a cidade de Suleimaniya atravessa incontáveis picos e lagos. Os moradores locais têm um ditado que diz que "os curdos só são amigos das montanhas". Isso pode ser um reflexo dos longos anos em que os curdos passaram combatendo o regime de Saddam. Calcula-se que mais de 180 mil curdos foram mortos na década de 1980 durante a ação militar conhecida como a campanha de Anfal - pela qual Saddam está sendo julgado atualmente. Segurança Um dos estrangeiros que acreditam que o cenário pode atrair turistas é Peter Katzlberger, da Austrian Airlines. "Em alguns anos, posso imaginar um grande potencial turístico aqui", diz ele. "Esse é um lugar lindo. Você pode comparar as montanhas daqui com as da Europa e existem várias oportunidades para se esquiar no inverno." A Austrian Airlines é a primeira empresa aérea internacional a operar para Irbil, com dois vôos semanais de Viena desde 11 de dezembro. "Existe um grande desenvolvimento comercial na região. Acredito que vai acontecer o mesmo com o turismo." As autoridades curdas apostam que outras companhias aéreas vão seguir o exemplo da empresa austríaca. Nas proximidades do pequeno aeroporto de Irbil está sendo construído um novo terminal de grandes proporções. Quando ele for inaugurado, em 2007, a expectativa é de que o lugar se torne um centro internacional como Dubai ou Doha. A última vez que uma bomba explodiu em Irbil foi no verão de 2005. Ainda assim, o maior desafio para atrair turistas ao Curdistão iraquiano é convencê-los de que a região é segura. O homem responsável por esta missão é Nimrud Baito, o ministro de Turismo do governo regional. "Esse é um de nossos maiores problemas, porque todos pensam que a situação do Curdistão é a mesma do resto do Iraque no que diz respeito à segurança", diz ele. "Mas é muito diferente. A segurança aqui é perfeita." Ele reconhece que não sabe de nenhum turista estrangeiro que tenha ido ao Curdistão iraquiano. "As grandes empresas turísticas estão começando a ver as condições de segurança. Talvez em 2007, no verão, as pessoas comecem a vir." |
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