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Atualizado às: 05 de dezembro, 2006 - 16h38 GMT (14h38 Brasília)
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Procurador russo descarta extradição no caso do ex-espião
Alexander Litvinenko
Policiais britânicos estão em Moscou investigando a morte
O procurador-geral da Rússia afirmou nesta terça-feira que o país não vai extraditar suspeitos de envolvimento no caso de envenenamento do ex-espião russo Alexander Litvinenko, que morreu em Londres no dia 23 de novembro.

O procurador, Yuri Chaika, afirmou em uma entrevista na capital russa que o julgamento de qualquer cidadão russo deve ocorrer na Rússia.

Ele também disse que as prisões de russos por autoridades britânicas seriam "impossíveis" segundo a Constituição russa, e que não haveria nenhuma troca de procurados entre a Grã-Bretanha e a Rússia.

A polícia britânica, que está investigando a morte de Litvinenko, enviou nove oficiais a Moscou.

Relações bilaterais

Os integrantes da divisão antiterrorismo da Polícia de Londres chegaram à capital russa na segunda-feira.

A viagem deve durar várias semanas, e eles planejam entrevistar várias possíveis testemunhas.

O ministro do Interior britânico, John Reid, disse que as autoridades vão "seguir as provas", e a Rússia alertou afirmando que especulação a respeito da morte de Litvinenko podem prejudicar as relações entre os dois países.

O correspondente da BBC em Moscou James Rogers afirmou que a polícia britânica tem conseguido um bom nível de cooperação das autoridades russas, apesar dos comentários feitos por Chaika terem levantado a questão de até que ponto a cooperação vai continuar.

Os promotores russos afirmaram que querem interrogar o ex-guarda-costa da KGB Andrei Lugovoi, que se reuniu com Litvinenko em Londres no dia 1º de novembro.

Lugovoi teria visitado o prédio da Embaixada Britânica em Moscou na semana passada para negar envolvimento na morte do ex-espião e estaria atualmente internado em um hospital.

Traços de radioatividade

A morte do ex-espião estaria ligada a envenenamento pelo elemento radioativo polônio-210, que foi encontrado em sua urina.

Também foram encontrados vestígios do polônio em vários locais onde ele esteve em Londres.

Um escritório e um hotel são os dois últimos locais de Londres que foram testados para detecção da substância radioativa detectada no corpo do ex-agente da KGB.

Uma sala na Embaixada Britânica em Moscou também está sendo testada como medida preventiva.

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