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EUA têm que deixar o Iraque, diz líder supremo do Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As tropas americanas devem deixar o Iraque para que a segurança no país seja restabelecida, disse nesta terça-feira o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante um encontro com o presidente iraquiano, Jalal Talabani. As informações foram divulgadas pela TV iraniana. Khamenei teria dito a Talabani que "o primeiro passo para resolver a falta de segurança iraquiana é a retirada dos ocupantes e a transferência dos assuntos de segurança para o governo iraquiano, que tem o respaldo do povo". Ainda de acordo com a televisão local, o líder iraniano disse que "alguns agentes americanos na região são os intermediários para a implementação da política dos EUA e a criação de um Iraque inseguro." Talabani, um xiita que fala farsi (o idioma falado no Irã), é o primeiro líder iraquiano a visitar o país vizinho em quatro décadas. Sua visita tem o objetivo de tentar conseguir o apoio iraniano para conter a violência sectária que vem se tornando cada vez pior no Iraque. Ajuda Na segunda-feira, Talabani conversou com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que disse que o Irã faria todo o possível para ajudar. Ahmadinejad ressaltou que um Iraque “seguro, progressista e poderoso” era do interesse do Irã e de toda a região. Os americanos vêem com ressalva o papel iraniano na crise iraquiana. Alguns acusam o país, na verdade, de contribuir com a violência, ao financiar os grupos militantes xiitas no Iraque. O presidente americano, George W. Bush, disse que antes de iniciar um diálogo com os iranianos e aceitá-los como um negociador legítimo na crise atual, o país deve "suspender de forma verificável" o seu programa de enriquecimento de urânio, atividade que pode levar à construção de armas nucleares. Correspondentes dizem, entretanto, que embora os EUA considerem difícil aceitar o Irã como mediador regional, um diálogo direto entre o país e o Iraque para tentar conter a crise pode, de certa forma, diminuir a pressão sobre os americanos. |
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