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Série de ataques mata pelo menos 115 pessoas em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 115 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em uma série de ataques nesta quinta-feira no bairro de Cidade Sadr, no leste da capital do Iraque, Bagdá, segundo autoridades do país. Três ataques com carros-bomba e uma série de explosões de morteiros foram registrados na região, que é um alvo regular de ataques, principalmente de insurgentes sunitas. A população no bairro de Cidade Sadr é em sua maioria formada por muçulmanos xiitas e pobres. Esta é uma das mais devastadoras ondas de ataques no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. Depois das explosões, as autoridades do Iraque decidiram impor um toque de recolher por tempo indefinido em toda Bagdá. Mercado Na primeira explosão, por volta de 15h no horário local (10h em Brasília), um carro explodiu no mercado de alimentos, onde testemunhas afirmaram a jornalistas que o chão ficou coberto de corpos queimados e carne humana. Esta explosão foi seguida por outras duas com intervalos de 15 minutos entre elas, segundo o correspondente da BBC em Bagdá David Loyn. O mercado estava lotado de clientes. A bomba explodiu em uma área onde as pessoas se reuniam para pegar microônibus. O ataque causou um incêndio que gerou pânico na população. As explosões destruíram ruas inteiras, deixando corpos espalhados entre os destroços. O número de feridos causou problemas no sistema hospitalar e de transporte da capital iraquiana. Segundo a agência de notícias Associated Press, moradores e milicianos xiitas armados foram para as ruas, amaldiçoando muçulmanos sunitas. Logo depois das explosões, dezenas de morteiros teriam atingido o bairro de Adhamiya, uma área predominantemente sunita. Ministério Antes dos atentados, o Ministério da Saúde do Iraque foi atacado por homens armados que trocaram tiros com tropas do governo. Cinco pessoas ficaram feridas. De acordo com relatos vindos da capital iraquiana, o prédio do ministério teria sido atingido por morteiros e tiros de metralhadora, depois que os agressores cercaram o edifício. Ainda não há notícias de mortos nos confrontos, mas segundo a agência de notícias Reuters, o vice-ministro da Saúde, Hasan Zamili, teria pedido a pronta ação das autoridades, mas os comandantes teriam demorado para responder. Zamili sofreu um atentado nesta semana, onde dois de seus guarda-costas morreram. “Terroristas estão atacando o edifício com morteiros, metralhadoras e podemos ver franco-atiradores. Qualquer funcionário que tentar deixar o prédio será morto”, descreveu Zamili quando ainda estava preso no prédio. Os homens armados teriam fugido quando tropas iraquianas e helicópteros americanos chegaram ao local, conforme relatou à agência France Presse o porta-voz do ministério, Qassim Yehyah. O Ministério da Saúde iraquiano é controlado por xiitas e o confronto teria durado cerca de três horas, ainda segundo a France Presse. Este é o segundo ataque a prédios do governo iraquiano nos últimos dias. Na semana passada, dezenas de funcionários públicos foram levados do Ministério da Educação por insurgentes. |
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