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Atualizado às: 18 de novembro, 2006 - 23h09 GMT (21h09 Brasília)
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Sudão é acusado de novo ataque em Darfur
Soldado da União Africana em Darfur
Cerca de sete mil soldados da União Africana atuam em Darfur
A União Africana (AU) acusou neste sábado forças sudanesas e milícias árabes de terem atacado um vilarejo no norte da região de Darfur, no oeste do país.

De acordo com a UA, que mantém uma força de paz na região, a vila de Birmaza foi atacada por tropas terrrestres e também pelo ar, causando grande número de mortes.

Rebeldes que atuam na área disseram que 70 pessoas morreram. O governo sudanês ainda não se pronunciou sobre as acusações.

Estima-se que cerca de dois milhões de pessoas fugiram de suas casas e cerca de 200 mil já morreram em decorrência do conflito em Darfur, uma região onde ficam três Estados do Sudão.

O governo sudanês nega que dá apoio a milícias árabes, chamadas Janjaweed, que costumam realizar ataques contra vilarejos que teriam ligação com rebeldes que se opõem ao governo de Cartum.

Tropas da ONU

Também neste sábado, o ministro do Exterior do Sudão, Lam Akol, colocou em dúvida como se daria a eventual participação de soldados das Nações Unidas numa missão de paz no país.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que o governo sudanês havia concordado em permitir que soldados da ONU atuassem junto com soldados da AU para combater a violência em Darfur.

Mas Akol disse à BBC que o Sudão não concordou com uma força de paz “híbrida” com soldados das duas organizações. Segundo o chanceler sudanês, a ONU simplesmente iria forncer apoio técnico à força de paz da AU.

Uma outra potencial polêmica seria no tocante a quantidade de soldados que uma eventual nova força de paz para Darfur deve ter.

Atualmente, há sete mil soldados da força de paz da AU em Darfur. A ONU acredita que deveria haver 17 mil, enquanto o Sudão sustenta que 12 mil seriam suficientes.

Em visita ao Sudão, o Coordenador do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Jan Egeland, disse que a comunidade internacional não está assumindo suas responsabilidades em relação a Darfur.

Ele disse que teme que o tempo esteja acabando para ajudar a região e pediu que o governo sudanês ajude a ONU a dar assistência aos civis afetados pelo conflito, antes que mais morram.

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