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Ao menos 200 mil teriam morrido em Darfur, diz pesquisa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisadores americanos afirmam ter chegado à estimativa mais precisa do número de mortos em conseqüência do conflito na região sudanesa de Darfur: ao menos 200 mil. Em estimativas compiladas anteriormente, o número de vítimas variava entre menos de 70 mil e mais de 300 mil, em três anos de violência. Mais de dois milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas em Darfur depois que milícias árabes, supostamente apoiadas pelo governo do Sudão, destruíram vilas inteiras e mataram milhares de pessoas da maioria negra da região. Chegar a um número preciso de mortos é uma tarefa complicada, já que não há uma maneira simples de se contar os corpos numa área castigada por um conflito desta dimensão. Os pesquisadores da Northwestern University, autores do estudo publicado na revista Science, dizem que a estimativa deles é a mais confiável até o momento por causa do método rigoroso usado para coletar informação em mais de 50 campos de refugiados num período de 19 meses. Genocídio O repórter de ciência da BBC Matt McGrath diz que, politicamente, números precisos são cruciais para se determinar se as mortes em Darfur são um genocídio ou um exagero, como alega o governo sudanês. Um dos autores da nova estimativa, John Hagan, diz acreditar que 200 mil é o número mínimo de vítimas na região, mas que o total pode ser ainda muito maior. "Acreditamos que os procedimentos que usamos nos permitiram chegar a conclusões bastante conservadoras e cautelosas que usamos para identificar um total mínimo de vítimas do conflito", diz Hagan.
"Não acreditamos que seja possível diminuir as estimativas da escala deste genocídio" A pesquisa não fez distinção entre os que morreram como resultado da violência e os que foram vítimas de doenças ou da fome em campos de refugiados. Apelo hollywoodiano Na quinta, o ator George Clooney fez um discurso inflamado para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual argumentava que o que está acontecendo em Darfur é um genocídio. Falando numa sessão informal presidida pelo embaixador americano para a ONU, John Bolton, Clooney disse que a maneira como a organização respondesse ao conflito seria seu legado. "É o primeiro genocídio do século XXI e, se continuar impune, não será o último", disse o ganhador de Oscar. Clooney e seu pai, que é jornalista, passaram cinco dias em Darfur, em abril deste ano, ouvindo relatos das vítimas do conflito e têm participado de campanhas sobre o assunto desde então. O vencedor do prêmio Nobel da paz Elie Wiesel, um sobrevivente do Holocausto, também participou da sessão da ONU e afirmou que esse seria a chance de as Nações Unidas impedirem uma terceira tragédia, depois dos massacres em Ruanda e Bósnia-Herzegovina. "Vocês são o último recurso político das vítimas de Darfur e têm o poder de colocar um fim a isso", disse Wiesel. |
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